por Hely Ferreira.
Em décadas passadas o período eleitoral era marcado por grandes festas em todas as cidades do País. No interior, por exemplo, o comício era momento de grande expectativa, não só por causa dos discursos, mas também pelos shows, arrastando grandes multidões. As ruas eram enfeitadas pelos próprios moradores de forma espontânea e as crianças eram levadas pelos pais para entregarem algum presente ao candidato, representando gratidão e admiração da comunidade por ele.
O tempo foi passando e muitas coisas sofreram alterações, dentre eles as campanhas eleitorais. Atualmente, os comícios entraram em decadência, não que estejam em desuso, mas por falta de credibilidade do discurso da grande maioria da chamada classe política.
Na verdade, festa hoje na política brasileira está atrelada ao Senado, basta observar a efeméride realizada por alguns senadores, dando uma clara demonstração de que conduta ilibada no comportamento político brasileiro não passa de uma quimera.
Talvez seja querer muito, mas seria bom que o povo tivesse uma maior preocupação critério acendrado na hora de votar. Se a preocupação com as questões políticas estivessem presente na agenda do eleitor, certamente alguns mandarins já teriam sido expurgados da vida “pública”.
Ainda há aqueles que acreditam em punição para aqueles que forem considerados culpados. Ora, será? Infelizmente, a velha prática do corporativismo ainda possui profunda estirpe causando uma grande dificuldade para extirpá-lo. A frágil democracia brasileira faz com que as velhas práticas do coronelismo ainda esteja presente e ai de quem tentar destruí-la.
Em ano pré-eleitoral tudo é possível, até mesmo alguém surgir com pseudo discurso de moralidade, querendo apresentar-se como a grande referência da conduta ilibada, entretanto, é bom lembrar que é dever de todos respeitar o outro e ter zelo pela coisa pública.
por Hely Ferreira,
Cientista político.








