
Líder socialista reiterou 'mantra' de que é preciso ajudar petista a 'ganhar' 2013 (Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha)
Em meio as especulações de que poderia se lançar à Presidência da República, em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, foi taxativo, em entrevista à revista Época, na edição da semana de Natal – que chega às bancas na terça (24) – em garantir apoio de seu partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), daqui a dois anos. O líder socialista não titubeou em arrematar que estará ao lado da petista na disputa, cravando que a legenda a qual comanda pertence à base de sustentação de Dilma.
Seguindo a lógico de apoio à presidente Dilma Rousseff, o governador Eduardo Campos emendou o mantra de que é preciso ajudar a cacique petista a “ganhar” 2013, para chegar em 2014 sem necessidade de passar por constrangimentos.
“Não há dúvida, não. Estamos na base de sustentação. Não tenho duas posições. Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Por que não vamos estar com Dilma? Nós rompemos com Dilma? Saímos do governo de Dilma? Saímos da base dela? Você conhece algum programa criado pelo PSB constrangendo algum programa, alguma decisão da presidenta Dilma? Não existe nenhum. Agora, entendemos que é a hora de cuidar do Brasil. Temos muitas ameaças e possibilidades pela frente”, afirmou o governador à revista.
Na entrevista, Eduardo Campos também comenta a relação com o PSDB nacional, partido com o qual o PSB possui uma série de alianças Brasil afora. Após ter seu nome colocado no rol de possibilidades para 2014, o líder socialista já chegou a ser cogitado para ocupar a vice-Presidência numa eventual chapa formada com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), nome lançado pelos tucano para Presidência, neste mês. Sobre a proximidade com o tucanato, veja o que o governador de Pernambuco ressaltou:
“O PSDB está numa situação em que não defendeu nem o legado do Fernando Henrique nem propôs ainda algo que se coloque em debate na sociedade. E é isso que Fernando Henrique tem cobrado do partido, com grande lucidez. A hora é de qualificar o debate. Não vou entrar nesse debate de maneira desqualificada. Em respeito a meu partido, em respeito à presidenta e em respeito, sobretudo, ao País”, disse.
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