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E agora Obama?

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Obama com a 1ª dama dos EUA, pisou em seu pé, pela terceira vez, na Valsa.
Foto enviada por Marcos Prado
por Hely Ferreira
O período pré-eleitoral nos Estados Unidos aos poucos foi tomando uma dimensão que não se esperava. Havia um desejo natural do povo Norte Americano para que o verdadeiro Partido Democrata voltasse a governar à casa Branca. Aos poucos, o senador Obama foi ganhando destaque, ao ponto de vencer nas prévias do partido aquela que poderia ser a primeira mulher a presidir os Estados Unidos.

Por outro lado, a vitória de Obama nas prévias partidárias também o colocou com s possibilidade de ser o primeiro presidente negro na história da super potência. Bom orador e demonstrando carisma dentro de uma visão weberiana, Obama conseguiu derrotar o candidato do Partido Republicano. Sua vitória reacendeu algumas chamas de esperança, entretanto, trouxe também um grau de cobrança bem mais acendrado.

Os quatro anos dos Democratas na Casa Branca terão que conseguir romper algumas barreiras. A primeira delas está em tentar reverter a repulsa criada em relação aos Estados Unidos por conta da postura adotada pelo seu antecessor. Uma outra problemática está em adotar medidas emergências para sair da crise econômica em que se encontra mergulhado o país, em grande parte, fruto dos gastos excessivos com a guerra no Iraque.

Conseguindo pelo menos amenizar os problemas mencionados, o atual presidente dos Estados Unidos conseguirá manter sua popularidade e também sua credibilidade, já que o anterior entrou para história do seu país como o presidente de menor popularidade.

Mas Obama enfrentará outros desafios. As cobranças serão maiores, a própria Bíblia diz que a quem muito é dado muito será cobrado.

Alguns vislumbram no novo presidente uma espécie de menestrel do mundo, mas é bom lembrar que como presidente da terra de Tio Sam, sua prioridade é tirá-la da crise e devolver ao povo dos Estados Unidos o orgulho de viver na América. Portanto, não será motivo de surpresa se o novo presidente tomar decisões que venha contrariar interesses internacionais, mas que sejam de impacto positivo para economia dos Estados Unidos.

Quem tem ouvidos ouça, assim falou Zaratustra. P.S.Voto de profundo pesar pelo falecimento dos advogados Manoel Mattos e Antonio Barros. O último mencionado foi meu ex-aluno.

Por Helly Ferreira,
Cientista político.