
por Josimar Cavalcanti
A sessão ordinária dessa terça-feira (07) ficou registrada como surpresa um tanto incomum da presença do Presidente da Casa, José Aglailson (PSB), até o final na condução da reunião, deixando a ausência da noite apenas para o vereador Irmão Duda (PSDC).
Na semana passada, excepcionalmente na terça (dia 31 de maio), a Sessão foi antecipada para o turno da manhã devido ao evento de inauguração da pedra fundamental do Vitória Park Shopping, que aconteceu à noite na antiga dependência do Parque de Exposição de Animais da Vitória onde será construído.
Nesta reunião que contou com a mudança de horário a fim de que os parlamentares estivessem presentes ao evento, resultou apenas na aprovação de um único projeto de Lei de nº 139/11 – que autoriza a doação de terreno de 0,53 hectares a Empresa Ali Supermercados LTDA, situado em área remanescente da Fazenda Santa Cristina, às margens da BR 232.
Já nesta reunião do dia 07 de junho, como algo inusitado o presidente da Casa, José Aglailson, de forma um tanto dispersa parecendo não conhecer os protocolos regimentais das sessões da Câmara iniciou a plenária convocando o primeiro orador inscrito da noite, Pedro Queiroz (PPS), e sem cerimônia, impedindo a fala do primeiro inscrito, tomou a frente em um discurso nada lógico quanto ao pedido de demissão do então ex-Ministro da Casa Civil – Antonio Palocci.
Desconexo, aproveitou a situação para informar que já na próxima sexta-feira serão depositados os salários dos funcionários dos gabinetes dos vereadores. Não esclarecendo se referente ao atual mês, se os meses anteriores ou se este se referia a antecipação da primeira parcela do 13º salário, deixou vago!

Pedro Queiroz demonstrando total paciência já inicia entoando críticas fortes a parlamentares vinculados à cidade.
“É fraco Aglailson Júnior. É fraco Henrique Queiroz”, esse foi o carro chefe da noite em um discurso de análise da atual situação política em que presencia o Estado de Pernambuco, em alusão a uma PEC que tramita na Assembleia Legislativa do Estado onde a mesma facilita a condição de reeleição eterna do Presidente da Casa Joaquim Nabuco e que segundo ele os Deputados da cidade estão sendo coniventes com esse ato, pois fere a Constituição estadual e a democracia brasileira.
“A política estar em crise e não temos representantes competentes”, vaticinou Pedro.
Em aparte concedido ao presidente Aglailson, incomodado com as críticas, o mesmo esclareceu que a posição de seu filho (Aglaílson Júnior) neste caso se deve a sua condição política. “O mesmo apenas está cumprindo ordem de seu partido”. Mostra-se bastante incomodado com as pesadas críticas entoadas por Queiroz na Tribuna. “O senhor deve ir com calma”, aconselhou José Aglailson.
Na retomada de seu discurso, Pedro solicita a Mesa Requerimento Verbal destinado ao Prefeito Elias Lira (DEM), solicitando uma análise do atual Plano Diretor do Município de Vitória, pois segundo ele o mesmo é inútil e merece uma reformulação.
Segundo inscrito da noite, o vereador Novo da Banca (PSB), de imediato inicia solicitando Requerimento Verbal também destinado ao Prefeito, inspirado através de um comentário feito a ele onde se denunciava que os refletores que iluminam o Estádio Carneirão não estariam funcionando.
“Portanto, que ele mande consertá-los”. Aproveitando para reclamar que esteve tentando por várias vezes solicitar o Estádio através de ofício ao então ex-Secretário de Cultura, Turismo e Esportes da cidade – Paulo Roberto, pelo qual retrucou afirmando que o mesmo não recebeu resposta alguma.
Em defesa da Prefeitura, Pedro Queiroz solicitou aparte para esclarecer que já é público que a relação entre Paulo Roberto e o vereador Novo da Banca não vai bem a muito tempo. “Possivelmente o Prefeito nem esteja sabendo o que está se passando a respeito do Carneirão e que por isso o mesmo não deve ser culpado por tais acusações”, recomendou.
Novo irredutível, continua alegando que o Prefeito já havia liberado para o mesmo o Estádio e, portanto, o referido Secretário não poderia ir de encontro às suas ordens.
Em defesa de Paulo Roberto, o vereador André de Bau (PMN) fez uso de seu tempo para dizer que antes de qualquer crítica e denúncia deve-se verificar se essa estória de refletores quebrados procede de fato.
“É muito estranha essa saída do Secretário de Esportes, que não estar clara. Será que após o São João ele retornará?”, ironizou Novo da Banca. Em outra defesa, dessa vez do irmão do citado na Casa, Everaldo Arruda, este reafirmou que realmente está confirmada a saída do Secretário Paulo Roberto da administração municipal e o isenta de uma suposta perseguição.
A Mesa Diretora da Câmara encaminhou para análise das Comissões três projetos de lei de autoria do Prefeito Elias Lira, os quais propõem a revogação de leis promulgadas na gestão do ex-prefeito José Aglailson, referentes a empréstimos concedidos pelo Vitória Prev (Fundo de Previdência dos Servidores Municipais) à Prefeitura da Vitória, que totalizam o valor de R$ 1.853 milhões, que a princípio seriam direcionados a construção de casas populares edificadas pela municipalidade.
A sessão marcada por uma clara dispersão encerrou-se literalmente vazia, assim que se deu a votação e aprovação do único projeto de Lei da noite, tendo apenas os votos dos vereadores Frazão, Pedro Queiroz, André de Bau e de toda Mesa Diretora, revogando a Lei 3.481/10 – referente a doação de terreno para Empresa F N Marketing Esportivo e Eventos LTDA.
por Josimar Cavalcanti,
Correspondente do Blog.
Confiram as fotos…
Prova da dispersão na Casa Diogo de Braga:
Sessão lotada às 20h15, porém…

…às 21h40 o Plenário ficou vazio na hora justamente da votação e encerramento com a saída apressada de seus parlamentares.

Mesa Diretora completa (Que Milagre!), inclusive com dois atores (estranho ao ninho) que ainda não detém papeis definidos para justificar suas presenças junto à Mesa.