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Descoberta a galáxia mais antiga e distante

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Publicado em 22.10.2010

PARIS – Uma galáxia acaba de bater o recorde de objeto mais antigo e distante do universo, segundo uma equipe de astrônomos franceses e britânicos, que analisou seu fraco brilho emitido há mais de 13 bilhões de anos, ou seja, 600 milhões de anos após o Big Bang. Captados por telescópios, após terem viajado na velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo) durante mais de 13 bilhões de anos, os raios ultravioletas emitidos por uma das primeiras galáxias revelam a infância do universo.

Matthew Lehnert, do Observatório de Paris, e seus colegas utilizaram o Very Large Telescope, instalado no Chile, pelo Observatório Austral Europeu (ESO), para analisar de forma apurada a luz de uma galáxia muito distante localizada anteriormente com a ajuda do telescópio espacial Hubble e confirmar, assim, sua idade. Com a expansão do universo, as galáxias se distanciam uma das outras e os raios emitidos por elas veem seu comprimento de onda se alongar.

Em outras palavras, uma luz que parece estar se afastando do observador desloca mais para a parte vermelha do espectro óptico. Esse desvio para o vermelho serve de padrão para medir o tamanho da viagem da luz.

Essa galáxia é o objeto mais distante no universo já observado até agora, declarou Lehnert, principal autor do estudo publicado na revista científica Nature. “Nós constatamos que ela emitiu a luz quando o Universo tinha menos de 600 milhões de anos”, acrescentou em um comunicado do Centro Nacional francês de Pesquisa Científica (CNRS).

Entre as cinco galáxias distantes detectadas pelo telescópio Hubble, duas outras estão sendo observadas graças ao VLT e ao Sinfoni, que fotografa espectros, para determinar com precisão suas idades, informou Nicole Nesvdba, do Instituto de Astrofísica Espacial da Universidade de Paris-Sul, co-autora do estudo.


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