A deputada estadual Teresa Leitão (PT) vem defendendo o Plano Estadual de Educação de modificações marcadas pela intolerância. A deputada deu voto favorável ao plano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ontem (16). Na manhã de hoje (17), ofereceu parecer favorável na Comissão de Educação e votou contrária ao relatório do deputado Joel da Harpa na Comissão de Administração Pública. A deputada defenderá o plano hoje a tarde no plenário da Assembleia Legislativa.
Teresa vem combatendo interpretações de alguns deputados que o Projeto de Lei 269/2015, de autoria do Poder Executivo e que trata do Plano, é uma “porta aberta para a pedofilia”, como afirmou o deputado Adalto Santos (PSB).
Outro membro dessa bancada, o deputado Cleiton Collins, propôs uma emenda ao plano suprimindo metas que tratam da capacitação de profissionais da educação para lidar com o preconceito e a discriminação, manifestada de todas as formas na escola.
“Há um obscurantismo intelectual muito grande, também, uma certa desonestidade intelectual, ao dizer que o plano vai propiciar atividades de pedofilia na escola. Eu quero repudiar esse tipo de análise. Temos que contemplar na prática pedagógica todas as dimensões dos nossos estudantes. Você recebe na escola alunos com orientações sexuais diversas e você vai exclui-los? Vai continuar dizendo nas escolas que a Aids se contagia pelo uso do mesmo copo? Isso ainda existe! Podemos superar isso com o processo de formação dos professores”, detalhou Teresa.
Teresa explicou, também, que o Plano Estadual de Educação chega na Alepe com pareceres favoráveis do Conselho Estadual de Educação e do Fórum Estadual de Educação.
“É um plano que chega na Assembleia Legislativa com uma carga grande de legitimidade, porque ele foi construído em conferencias estaduais e municipais e na Conferência Nacional de Educação. Além disso, é um plano que reconhece a escola no seu papel social, no seu diálogo com a sociedade, reconhece o aluno como sujeito de direitos e a valorização dos profissionais de educação, como pontos estratégicos. Esse plano vai ser indutor da construção e regulamentação do Sistema Nacional de Educação e será monitorado a cada três anos”, explica Teresa.
com informações da Assessoria







