Marco Borba, do Diário do Grande ABC
Jogador era irmão de um motorista que foi executado no dia 25 de setembro, no Bairro do Lídia Queiroz – em Vitória de Santo Antão
Além de conviver com a dura realidade do São Caetano, que briga para escapar do rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante Geovane luta para superar drama familiar, a morte do irmão Gilson, 36 anos, há cerca de 15 dias. Ele era motorista de ônibus e foi assassinado, segundo o jogador, após desentendimento com passageiro.
A família de Geovane mora em Vitória de Santo Antão, a 45 quilômetros de Recife. “A polícia ainda está apurando. O que nos informaram é que o assassino não queria pagar passagem. Eles brigaram e alguns dias depois ele foi atrás do meu irmão. Era um domingo de manhã. Meu irmão estava sentado jogando dominó e o cara já chegou atirando”, conta Geovane.
Por conta da tragédia, o jogador sequer foi relacionado para os jogos contra a Portuguesa e o Sport. Mesmo abalado, fez questão de constar na lista dos que enfrentariam o Vila Nova, na rodada anterior da Série B. Entrou no segundo tempo e fez um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o time goiano, sexta-feira, no Anacleto Campanella. “Não é fácil perder um irmão nessas circunstâncias, mas tem de ser forte e seguir trabalhando”.
Geovane foi decisivo na vitória sobre o Vila Nova. Saiu do banco de reservas e deu o passe para Nunes fazer o segundo. Dois minutos depois recebeu de Kleber e ampliou. No terceiro, tabelou com Kleber, que serviu Nunes. Sábado, o Azulão encara o ASA, em Arapiraca.
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