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Recife

Crise pode atingir saneamento do Estado

  • Pedro Alessandro Silva
Crise pode atingir saneamento do Estado
Segundo Paulo Câmara, apenas 21% do território pernambucano é saneado. Meta é 90%

Segundo Paulo Câmara, apenas 21% do território pernambucano é saneado. Meta é 90%

Fim dos repasses federais atingirá em cheio a PPP da Compesa, nos próximos meses, alertou a estatal

Caso tenha continuidade nos próximos meses, a falta de recursos da União para obras de infraestrutura pode atrapalhar o cronograma da Parceria Público-Privada (PPP) do saneamento. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o projeto estadual que pretende sanear 90% da Região Metropolitana do Recife até 2025 ainda não foi afetado pelo fim dos repasses federais, que tem atrasado obras como a Transposição do Rio São Francisco. Porém, é possível que o andamento seja comprometido em breve.

“A PPP é um conjunto de obras do parceiro público e do parceiro privado. E, na hora que não faço obras como o saneamento do Recife e do Paulista, que são de responsabilidade do parceiro público, atraso o cronograma de implantação do parceiro privado”, explicou o presidente da Compesa, Roberto Tavares, após reunião com o governador Paulo Câmara e o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Na ocasião, o Estado pontuou as prioridades junto ao ministério das Cidades, com destaque para as áreas de mobilidade, habitação e saneamento. “Pernambuco tem hoje apenas 21% do seu território saneado e a gente tem uma estratégia para, nos próximos dez anos, sanear cerca de 75%, dos quais 90% na Região Metropolitana. É uma meta ousada, mas necessária […] e o ministro vai nos ajudar no tocante das metas que envolvem recursos da União”, disse Câmara.

A parceira é necessária, segundo Tavares, porque muitas das obras de saneamento que são financiadas pelo Governo Federal estão paradas por falta de verbas. Avaliado em R$ 1 milhão, o pacote inclui serviços de esgotamento do Paulista, Olinda e da Zona Sul do Recife. São obras que não fazem parte do plano da PPP do Saneamento, mas, se incompletas, comprometem o andamento das obras do parceiro privado, a Odebrecht Ambiental. O presidente da Compesa disse ainda que, apesar das investigações da Lava Jato, a empresa continua cumprindo com as obras. Ele ainda prometeu apresentar um balanço do projeto no fim do mês, quando a PPP completa três anos de execução.

Agência Brasil