Com 8 milhões de empregos gerados em 2005, ano em que responderam por 11,3% do consumo das famílias brasileiras e injetaram R$ 131,6 bilhões na economia brasileira, as chamadas Atividades Características do Turismo (ACTs) foram mapeadas, pela primeira vez, pelo sistema de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizadas para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).O estudo Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005 mostra que o total consumido pelas famílias com as ACTs subiu de R$ 88,4 bilhões em 2000 para R$ 142,5 bilhões em 2005, ou seja, uma expansão de 61% no período. As ACTs incluem serviços de alimentação, transporte rodoviário e aéreo, agências de viagens e atividades de lazer, entre outros.
Apesar do aumento do consumo, houve uma pequena queda da participação dessas atividades no total consumido pelas famílias, de 11,9% em 2000 para 11,3% em 2005. O técnico da coordenação de contas nacionais do IBGE, Guilherme Silva Telles, explicou que o recuo na fatia das ACTs ocorreu porque, “para os produtos consumidos nas demais áreas (segmentos econômicos), o consumo foi maior do que o observado nos produtos característicos de turismo.”
Segundo Telles, o forte crescimento ocorrido no consumo de produtos relativos a essas atividades em cinco anos respondeu ao aumento da renda e do emprego, além do crescimento da economia a partir de 2004. Do montante que as famílias empregam nessas atividades, a maior parte vai para alimentação (41%), seguido por transporte rodoviário (32,5%). No entanto, Telles explicou que, no estudo, o consumo de alimentos, por exemplo, inclui não apenas aquilo que é adquirido em viagens, mas também os almoços no intervalo do horário de trabalho. No caso do transporte rodoviário, também inclui a movimentação de casa para o trabalho.






