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Coutinho ganha força na briga da mesa

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Publicado em 27.11.2008

Candidato à reeleição, socialista ganha apoio de um grupo de deputados para se manter na 1ª secretaria. Mas Aglaílson não sai da disputa
Jorge Cavalcanti

O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, João Fernando Coutinho (PSB), deu um passo importante para ser reconduzido à função por mais um biênio. Após a sessão de ontem, deputados se reuniram com o presidente Guilherme Uchoa (PDT) para encontrar uma forma de se evitar um bate-chapa para o cargo. Ficou decidido que uma pequena delegação iria tentar convencer Aglaílson Júnior (PSB) a retirar sua candidatura, alegando que João Fernando teria hoje a maioria da Casa. A decisão do grupo de juntar-se a João Fernando e isolar Aglaílson enfraquece também a tese de uma “terceira via”, que só iria prosperar se os dois parlamentares do PSB continuassem no confronto direto.
Os deputados André Campos (PT) – apontado para ser o nome da “terceira via” por um grupo de colegas, apelidado de G-20 – e Eduardo Porto (PTdoB) conversaram ontem com Aglaílson. Mas o parlamentar mostrou-se irredutível e respondeu que seguiria em frente, mesmo depois de quase todo o G-20 ter fechado com João Fernando. Aglaílson encontra-se em uma situação política complicada, apesar de ter um ofício da liderança do PSB na Casa o indicando para o cargo. Na eleição da mesa passada, ele e Izaías Régis (PTB) pleiteavam a primeira-secretaria. Mas diante do aceno do governador Eduardo Campos (PSB), os dois foram obrigados a desistir e o petebista foi recolocado para a 1ª vice-presidência. Em contrapartida, o socialista ficou como 1º vice-líder do governo.
Agora, Aglaílson insiste em manter-se, alegando que uma segunda retirada do páreo o iria enfraquecer politicamente para pleitos futuros. “Minha candidatura só será removida pelo partido, que já fechou comigo. Vou ganhar a eleição”, disse. O regimento interno da Assembléia permite que qualquer deputado dispute um dos sete cargos da mesa, desde que se inscreva até as 12h da próxima segunda-feira, dia da eleição.
Em reserva, o JC ouviu deputados de vários partidos. Todos avaliam que João Fernando teria o apoio, hoje, de pelo menos 30 dos 49 parlamentares. Para ser eleito, o postulante necessita do voto de, no mínimo, 25 pares.
PACOTE DE EDUARDO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) realiza, na manhã de hoje, uma sessão extraordinária para seguir com a tramitação do pacote de 35 projetos enviados pelo Executivo. A reunião deve contar com representantes do governo de várias pastas, como a da Fazenda, para esclarecer alguns questionamentos da bancada de oposição.
(Jornal do Commercio).