Os Correios, em parceira com o Consulado Honorário do Reino dos Países Baixos no Recife, promovem na próxima terça-feira, dia 11/08, às 16h, no Centro Cultural Correios – CCC Recife (Av. Marquês de Olinda, 262 – Recife Antigo) o lançamento da minifolha com seis selos em homenagem à presença holandesa no Brasil.
A emissão faz parte da série filatélica Relações Diplomáticas, que focaliza aspectos culturais importantes de nações parceiras do Brasil. Após o lançamento, será ministrada uma palestra pelo professor José Luiz da Mota Menezes, do Insituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco – IAHGP, sobre o período conhecido como “Nassoviano” (1637-1644), em referência ao conde holandês Maurício de Nassau, que governou Pernambuco por sete anos, trazendo desenvolvimento cultural e científico ao Estado.
Os selos apresentam locais, objetos e personalidades marcantes da presença holandesa no País. O primeiro traz um retrato de Maurício de Nassau feito pelo pintor holandês Pieter Nason. Duas outras peças filatélicas apresentam reproduções parciais de quadros do artista holandês Frans Post: um representando a Nau Capitânia Zutphen, na qual viajou Nassau, e o outro mostrando o Palácio de Friburgo, sede do governo no período holandês.
Os selos restantes apresentam cachimbos holandeses achados em escavações no Forte Orange; o Palácio do Campo das Princesas, idealizado em 1786, atual centro administrativo do governo estadual pernambucano; e, ainda, a rua da Aurora, às margens do rio Capibaribe, onde se destaca o conjunto arquitetônico de sobrados do século XIX, que reportam ao Recife antigo.
A arte-finalização ficou a cargo de Miriam Guimarães, que trabalhou sobre as fotos de Paulo Costa (telas) e Eduardo Marques (paisagens).
A tiragem é de 350 mil folhas, com cada selo sendo vendido a R$ 2,20. As peças filatélicas podem ser adquiridas nas agências e na loja virtual dos Correios
(
www.correios.com.br/correiosonline).
Histórico
Ao trazer pintores e outros especialistas para a sua corte, no Recife, João Maurício de Nassau tinha mais do que a idéia de informar: ele desejava, à maneira de tantos holandeses da época, levar consigo o mundo novo, descoberto pouco mais de cem anos antes.
A qualidade de tal legado impressiona enormemente: são informações cartográficas, imagens das vilas e cidades e, ainda, um rico acervo sobre a flora, a fauna e a gente do Brasil Holandês, selecionados e levados para a Holanda.
Nassau tornou-se, desta forma, personagem tão importante daqueles 24 anos de ocupação holandesa, que chega a ser confundido com esse próprio domínio, em termos de cultura. A valorização desse legado começou no século XIX e se acentuou no seguinte, criando-se, com tal feito, uma plêiade de estudiosos do período.
Por tais razões, a influência holandesa merece ser destacada no cerne da nossa história. Não somente sob o aspecto econômico, mas, principalmente, pelo cultural, o que propicia uma melhor compreensão do Nordeste brasileiro.
Assessoria de Comunicação Diretoria Regional de Pernambuco.







