Folha de Pernambuco
Foi liberado na manhã de ontem o corpo do topógrafo Edson da Silva Agustinho, de 59 anos, que morreu após ser picado por várias abelhas na Fazenda Alto do Moura, próximo do bairro de mesmo nome, em Caruaru. Ele e outras seis pessoas estavam fazendo o levantamento de uma área da fazenda, que deve virar um loteamento residencial, quando adentraram em uma região de vegetação densa e foram perseguidos pelas abelhas. A previsão é de que ele seja enterrado hoje na cidade de Vitória de Santo Antão, onde morava.
Segundo informações extraoficiais, o topógrafo levou cerca de duas mil ferroadas por todo o corpo. Ele ainda foi resgatado pelo Samu para o Hospital Regional do Agreste (HRA), mas morreu a caminho da emergência. Uma outra vítima, José Valdir dos Anjos, 33, também foi picada, mas recebeu atendimento médico na UPA de Caruaru e não corre risco de morte. Os outros cinco trabalhadores conseguiram fugir sem maiores ferimentos.
Segundo o chefe de operações do Corpo de Bombeiros Militar em Caruaru, capitão Aurenildo Costa, as pessoas não mexeram diretamente na colmeia. “Na verdade, eles adentraram o terreno, que é coberto por mato e se constitui no habitat natural dessas abelhas. Infelizmente, eles quebraram um limite de aproximação da colmeia e os insetos atacaram”, explicou.
O Corpo de Bombeiros foi ao local na manhã de ontem para analisar se havia a necessidade de erradicar a colmeia, mas optou por deixá-la no local. “As abelhas, no lugar onde estão, não representam risco para a população. Havia a possibilidade de o enxame se instalar em outra área, perto da ocupação urbana, mas não encontramos nenhuma abelha próximo das casas”, acrescentou Costa. Ele ainda afirmou que é de responsabilidade do proprietário da fazenda mapear o terreno e, caso decida lotear a área, eliminar quaisquer riscos aos futuros moradores.






