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Copergás vai receber gás natural mais barato

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Publicado em 09.01.2009

A Petrobras reduziu em 5,27% o valor do gás natural fornecido à distribuidora pernambucana, que vai realizar uma reunião extraordinária para estipular o índice a ser repassado aos consumidores

Pela primeira vez, desde março de 2002, a Petrobras comunicou à Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) uma redução no valor do gás natural fornecido à distribuidora pernambucana. A queda será de 5,27%. Caberá agora à diretoria da Copergás, que terá uma reunião extraordinária em data ainda a definir, estipular o índice que será repassado aos consumidores em fevereiro, número que ainda será submetido à aprovação da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe).
O gás varia conforme a cotação do barril do petróleo. Com os seguidos aumentos de preços do barril, nos últimos anos, a Petrobras aplicou, por exemplo, 22% à Copergás, em abril de 2007, e começou a reajustar trimestralmente o gás natural. O resultado disso foi que somente em 2008 o produto foi reajustado cinco vezes no Estado, subindo de R$ 1,599 para R$ 1,899.
Mas a queda livre no valor do barril de petróleo, que despencou de US$ 147 para a casa dos US$ 40, provocou agora uma redução no preço cobrado pela Petrobras à distribuidora pernambucana.
Apesar de ainda haver incerteza sobre o percentual a ser aplicado pela Copergás, a notícia já começa a gerar expectativa. Segundo o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), José Afonso Nóbrega, o consumo do GNV caiu 30% durante todo o ano passado. “Acredito que a distribuidora deveria repassar o índice integral. A indústria teve queda no consumo. As termelétricas também, por conta da oferta de água. Daqui a pouco vai estar sobrando gás”, argumenta.
Em outubro de 2008, o Sindicombustíveis tentou barrar na Justiça o reajuste de 8,81% repassado pela Petrobras à Copergás, o que resultou em uma alta média de 6,35% no valor na fatura do insumo dos consumidores pernambucanos – no caso do GNV, a alta foi de 6,67%.
Por meio da assessoria de imprensa da Copergás, o diretor administrativo-financeiro da distribuidora, Raimundo Barreto Bastos, informou que o comando da estatal ainda vai estudar os números antes de decidir, em reunião, qual o índice aplicar pela companhia.
Em 2002, a Petrobras comunicou que haveria uma redução de 7,75% para o gás produzido no Brasil, em situação idêntica à atualmente experimentada em Pernambuco: as distribuidoras estudariam que índice repassar.
Foi no dia 1º de fevereiro de 2005 que os postos de combustíveis aplicaram pela primeira vez, nas bombas, um valor acima de R$ 0,99 cobrado pelo metro cúbico (m³) do gás natural veicular (GNV): R$ 1,149. Era o fim do valor promocional e do bônus de R$ 500 para quem, na época, convertesse o carro para o GNV.
BOLÍVIA
Após quase dois anos de aumentos seguidos no preço do gás natural boliviano, a Petrobras reduziu em 11,5% o valor do insumo cobrado às distribuidoras de gás canalizado que utilizam o produto daquele País. Como a malha de gasodutos brasileira não é única, o percentual não beneficiará o Nordeste.
(Jornal do Commercio).