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Copergás vai endurecer com as indústrias

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Publicado em 28.03.2009

Distribuidora vai cobrar que empresas cumpram contrato. Atualmente as empresas pagam pela energia consumida e não pelo que elas pedem

Giovanni Sandes

Até junho, a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) vai começar a endurecer a cobrança às indústrias. Não se trata de alterar as condições oferecidas para a compra do produto. Mas a Copergás vai exigir o cumprimento do valor contratado pelas empresas. É que, atualmente, segundo o presidente da companhia, Aldo Guedes, as empresas contratam determinado valor do gás, porém, pagam de acordo com sua demanda, mesmo se o uso do insumo ficar muito abaixo do contratado.
“Agora assinamos um modelo de contrato em que a indústria tem que pagar todo o volume contratado. As indústrias vão ter que fazer seus ajustes. Mas vai haver uma troca de figurinhas entre a Copergás e as indústrias. Elas terão um prazo para se adequar”, afirma Guedes. Segundo ele, sobre a demanda contratada, será calculada uma margem de erro de 10% sobre o valor inicialmente acertado. “Se consumir acima ou abaixo dessa margem, terá que pagar”, completa.
Desde 1º de junho do ano passado, quando a Copergás e a Petrobras assinaram um termo de compromisso, o setor esperava o aumento na oferta de gás natural para Pernambuco, em um volume de 800 mil metros cúbicos (m³). No dia 1º deste mês, esse termo virou contrato, assinado, e o gás novo virá em uma modalidade conhecida como interruptível, o que significa que o fornecimento pode ser cortado, a depender da Petrobras. Nesse caso, a empresa compradora do insumo precisa ter outra alternativa de energético, mas ganha desconto de até 15% na aquisição do gás natural.
Poucos dias após a assinatura do contrato entre Petrobras e Copergás, ainda na primeira semana deste mês, de acordo com Aldo, a Companhia reuniu-se, no Recife Palace Hotel, em Boa Viagem, com 25 executivos de indústrias pernambucanas para explicar a nova regra.
Além disso, na próxima segunda-feira, a Copergás e outras distribuidoras de gás do País terão um encontro com a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, para discutir alternativas para a retomada do consumo do gás natural. “Acredito que seja um pacote para o incentivo especialmente do gás natural veicular (GNV), com preços mais baixos e melhores condições de consumo”, afirma Aldo.
BALANÇO

A Copergás, ano passado, registrou o maior lucro líquido de sua história, de R$ 50,8 milhões. Para este ano, a companhia tem orçamento de R$ 44,5 milhões. Boa parte disso, cerca de R$ 18 milhões, serão destinados ao gasoduto Recife-Caruaru. A obra já teve concluído seu primeiro trecho, até Vitória de Santo Antão.
(Jornal do Commercio).

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