Publicado em 17.08.2009
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) considerou “expressivo” o número de prefeituras e câmaras de vereadores pernambucanas que atenderam à resolução do órgão para iniciar a estruturação do Sistema de Controle Interno (SCI), como forma de melhor gerir os recursos públicos. Segundo o balanço preliminar do TCE, das 184 prefeituras, 144 enviaram informações – o que representa 78% do total. Outras 15 não enviaram, mas informaram que estão providenciando, e 25 ignoraram até agora a recomendação.
Nas câmaras municipais, a adesão foi menor. Segundo o balanço divulgado, 138 atenderam à resolução – 75%. Dez não enviaram, mas disseram que as providências estão em andamento e 36 não deram explicação ao TCE.
O prazo para o envio das informações acabou no final do mês passado. O TCE pediu as seguintes informações: cópia da lei de criação do sistema de controle interno e do órgão central, cópia do ato de nomeação do responsável pelo SCI e plano de ação preenchido e assinado pelo prefeito e presidente de câmara, com as ações e atividades que serão compridas este ano e no próximo.
A coordenadora de Controle Externo do TCE, Luciene Cartaxo, disse que 90% das leis enviadas que instituem o SCI foram elaboradas, aprovadas e sancionadas ao entre junho e julho. Para ela, o percentual indica que os gestores estão comprometidos com a reestruturação do controle interno da máquina pública.
A segunda etapa do projeto de fortalecimento do SCI nos municípios, equipes de auditoria do TCE vão acompanhar o cumprimento das ações previstas.
Os prefeitos e presidentes das câmaras que não respeitaram o prazo fixado na resolução do TCE deverão ser punidos. O Pleno do tribunal julgará irregular as prestações de contas dos inadimplentes, podendo imputar multas que podem chegar a R$ 10 mil. O Ministério Público de Contas, por sua vez, encaminhará representações ao Ministério Público de Pernambuco para que os promotores convoquem os gestores para assinar um termo de ajustamento de conduta.
MAIS RIGOR
Segundo o presidente do TCE, Severino Otávio, o órgão está sendo mais duro, neste momento, pois a exigência não é novidade. Mesmo assim, poucas prefeituras e câmaras têm um sistema de controle interno. Um estudo formulado por técnicos do tribunal revelou o tamanho do problema.
Por meio de uma amostragem, os auditores avaliaram os gastos feitos por 37 municípios do Estado. Considerando uma escala de zero a dez, a pesquisa apontou que o nota média das cidades foi de 2,77.
Ou seja, os mecanismos de controle dos gastos públicos são mínimos, o que levou o TCE a constatar muitas irregularidades, como contrato sem licitação, obra superfaturada e desvio de recursos.
(Jornal do Commercio).
(Jornal do Commercio).






