Por Elias Martins
Vamos prosseguir com os atos que são a nova marca do Prefeito da Vitória de Santo Antão, Elias Alves de Lira (PSD), antes conhecido como um gestor responsável, cumpridor de suas obrigações e legalista, de extremo cuidado com o dinheiro público, agora há sérias dúvidas. Observem o quadro que segue:

O quadro nos diz que o Sr. Elias Lira recebeu a administração da Prefeitura vitoriense com um saldo líquido de caixa de R$ 3,1 milhões. Em seu primeiro ano de mandato, não conseguiu gastar R$ 8,2 milhões de uma arrecadação total de R$ 88,9 milhões. Em 2011, além de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em relação aos gastos com pessoal nos três quadrimestres, gastou 11% a mais do que arrecadou, deixando credores na mão.
Em 2012, ano da reeleição, aí o bicho pegou! Observem que para se reeleger, o Sr. Elias Lira gastou R$ 24,2 milhões à mais que os R$ 157,1 milhões arrecadados, subindo o índice do calote para 15,5%.
Em 2013, a arrecadação pula para R$ 184,8 milhões e mesmo assim fica uma pendência de R$ 8,1 milhões com os credores.
Por fim, em 2014 ao encerrar o ano com reservas de R$ 16,5 milhões, dá um verdadeiro chute no traseiro de todos os seus seguidores que lhe custariam algo em torno de R$ 11 milhões em dezembro, para teoricamente priorizar o pagamento dos credores que segundo o balanço de 2014, editado no TCE PE, se arrastam desde 2008, conforme abaixo:

Pelo quadro da Dívida Flutuante, observa-se que o buraco é bem mais em baixo.
Observem que o Município ainda não zerou pequenas pendências de 2008 e 2009.
Falta aí, uma atitude mais enérgica do atual Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores da Vitória, pois cabe a essa Comissão a fiscalização passo a passo do comportamento financeiro do município. Coube a mesma Comissão em abril de 2013, denunciar a seríssima irregularidade praticada pelo Sr. Elias Lira, em mudança de mandato, durante a Gestão do vereador Prof. Edmo Neves (PMN). (Ninguém viu!)
Falta ainda o julgamento das contas 2009 e 2012 pelo TCE-PE, apesar de o mesmo Tribunal ter feito um julgamento recorde das contas de 2013, que foi apresentado em 31.03.2014, e julgado em 09.10.2014. O TCE-PE ainda não viu (Vai ver? Quando?)
O que acontece com nossa Vitória de Santo Antão?
Os Órgãos Fiscalizadores, TRIBUNAL DE CONTAS, MINISTÉRIO PÚBLICO e a CÂMARA DE VEREADORES, parecem estar muito aquém de suas atuações na fiscalização do Gestor de nosso município.
E não há a desculpa de sermos uma cidade do interior. Somos grandes, assim o IBGE nos classifica. A industrialização está dando novos ares ao discernimento de nossa população. Não podemos mais ser tratados como JECAS.
‘ACORDEM VITORIENSES’

Por Elias Martins, colunista do Blog.
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