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Vitória de Santo Antão

Conheça o comparativo de números da Educação Vitoriense 2008/2012

  • Marcio Souza
Conheça o comparativo de números da Educação Vitoriense 2008/2012

Por Elias Martins, colunista do Blog

“Eu fui ao fundo de meu baú cibernético, e fiz um trabalho de investigação de números de nossa educação, levando em conta os dados oficiais apresentados pelo município, Ministério da Educação através do FNDE, e do INEP”, disse Elias Martins no “Começando o Expediente“, do Programa A Voz da Vitória, na Rádio Tabocas FM (98,5). Durante a edição do programa ele abordou os números da educação em Vitória de Santo Antão, Zona da Mata do Estado.

Começamos pelos números de alunos que compõem as informações sobre matrículas anuais:

Em 2008, foram 29.705 alunos que iniciaram o ano letivo, matriculados na rede pública de ensino, distribuídos em Estadual e Municipal. Destes, 10.154 lotados nos colégios estaduais e 19.551 nos colégios municipais.

Desde 2006/2007, já foram definidas regras para integral passagem dos alunos do ensino fundamental aos cuidados exclusivos dos municípios, só que no caso de Vitória de Santo Antão, ainda tínhamos 5.450 alunos do fundamental, ou 18,35% em poder dos colégios estaduais, enquanto o município assumia a educação de 2.766 alunos do ensino médio, de responsabilidade do Estado de Pernambuco, que na rede representava 47,06% sob responsabilidade do município.

No mesmo ano, de acordo com o RREO – Relatório Resumido de Execução Orçamentária do 6º bimestre de 2008, com 19.551 alunos, o município gastou R$ 30.356.037,50, média de R$ 1.552,66 por aluno ano, ou R$ 129,39 por aluno mês. Em contrapartida o Município amargou um resultado desastroso na avaliação do IDEB 2007, onde a Meta Projetada era de 3.1 alcançado apenas a nota 3.0. Já em 2012, foram 26.667 alunos que iniciaram o ano letivo, matriculados na rede pública de ensino, distribuídos em Estadual e Municipal. Destes, 7.967 lotados nos colégios estaduais e 18.700 nos colégios municipais.

Nota-se que as novas regras de responsabilidade pela educação do ensino fundamental não foram totalmente assumidas pelo Município, a rede estadual ainda matriculou 2.677 alunos do ensino fundamental, mantendo exatos 10% ainda sob sua tutela. Já o município da Vitória, manteve apenas 323 alunos do ensino médio em 2012, ou 7,78% do ensino médio no município. Já estes números do ensino médio, apresentam o fato interessante e preocupante ao mesmo tempo. Entre 2008 e 2012 existe uma retração de alunos matriculados no ensino médio da ordem 23,83%. O que estará acontecendo?

Em 2012, de acordo com o RREO – Relatório Resumido de Execução Orçamentária do 6º bimestre daquele ano, com 18.700 alunos, o município gastou R$ 53.807.746,22, 77,26% a mais em comparação a 2008, média de R$ 2.877, 42 por aluno ano, ou R$ 239,78 por aluno mês. No período o acumulado da inflação foi de 24,52%. Ao descontarmos a inflação, encontramos que o município foi obrigado a investir 53% a mais em educação em apenas quatro anos.

Ao verem estes números, o muitos donos e diretores de escolas privadas devem estar indo as nuvens. Estes recursos não são afetados pelo grande vilão da rede privada (INADIMPLÊNCIA), que aqui, alí, fecham as portas de alguns estabelecimentos de ensino.

De acordo com o mesmo relatório, foram comprometidos 32,02% de todo o orçamento de R$ 176.729.253,43 em 2012. Se acompanharmos o raciocínio das informações do PNUD, onde o Brasil tem média global de evasão escolar de 24,5% ao ano, nos estaríamos jogando fora um ano de recursos gastos para cada quatro de ensino, mas em nosso eu já vi números piores entre 2004 e 2006. Finalizando, depois de superar a projeção da meta IDEB 2009, de 3.4, com nota 3.8, mais uma vez, o município amargou um resultado desastroso na avaliação do IDEB 2011, onde a Meta Projetada era de 3.8 já alcançada em 2009, recuando para 3.4.

Com tantos recursos aqui mostrados investidos na educação, o que está faltando para melhorarmos os nossos índices de eficiência?

A atual administração precisa abrir um canal interativo com a população em busca de respostas e soluções. Possivelmente este é o melhor caminho. Não basta criticar. É necessário conhecer, entender e participar na busca de melhores caminhos para a educação de nossa população, em todos os sentidos.