
Adilson Gomes Filho (PSB), Prefeito de Moreno.
Por Elias Martins, colunista do Blog
57.828 habitantes;
16.322 famílias residentes;
Apenas 6.042 pessoas residem na área rural de 196 km² – 10,66% da população total.
Bolsas Famílias – 6.881 = R$ 976.820,00;
BPC – 1.740 = R$ 1.176.478,52;
RMV – 41 = R$ 27.798,00
Em 2010 o INSS pagou R$ 62.254.725,80 de aposentadorias e pensões, o MDS, R$ 13.978.137,91, enquanto o município arrecadava R$ 57.982.581,71. A relação Receita Municipal X Benefícios Sociais é de R$ 76,06%.
Os números do fechamento do 1º Bimestre da cidade de Moreno, mostram que o município gastou efetivamente, apenas 77,76% dos recursos de fluxo de caixa até 28.02.2013. Em tese, o saldo de caixa no dia 28.02.2013 era de R$ 2.463.862,81, porém nossa equipe não conseguiu apurar o Duodécimo da Câmara, pela inexistência da apresentação do RREO 6º bimestre, fechando os números oficiais do exercício de 2012.
O Orçamento anual, mais uma vez super estimado prevê uma receita média mensal de R$ 10.579.293,20, onde nos dois primeiros meses do ano, o município mesmo com 47,63% abaixo da média prevista, alcançou um crescimento de 18,63% em relação ao mesmo período em 2012.

O destaque está para gastos com pessoal e encargos, no valor de R$ 5.992.801,29, – 69,55% de todas as despesas efetivamente pagas nos primeiros 60 dias de governo em 2013. Estes números já apontam para um futuro tenebroso em relação aos gastos com pessoal.
O município ainda declara através do cruzamento de informações do RREO 1º bimestre 2013 e o Demonstrativo Previdenciário, que nos primeiros 60 dias de governo foram gastos R$ 3.671.530,52 com efetivos, contra R$ 2.321.270,77 com comissões e contratos.
Maior destaque para os gastos com pessoal na Saúde, que foi de R$ 1.876.450,61 nos primeiros 60 dias de governo, este volume representa uma futura e enorme dor de cabeça para o novo gestor.
Observa-se ainda, que no RREO 1º bimestre de 2013, não foram informadas as receitas dos meses de Novembro e Dezembro de 2012, gerando enormes distorções para apuração dos índices principais de gestão que são acompanhados pelo Governo Federal e Tribunais de Contas.
A RCL acumulada de março de 2012 à fevereiro de 2013 de R$ 47.571.407,53 está aproximadamente com R$ 12 milhões à menos, afetando os resultados de Índice de Pessoal, CIOPE e CIOPS. Os números deixados pelo governo anterior são intrigantes. Talvez nunca na administração pública no Brasil, vá se vê novamente tamanha desordem quanto as informações orçamentárias e contábeis de um município.
Por Elias Martins, colunista do Blog.







