JAIRO LIMA
O PCdoB, através do deputado estadual Luciano Moura, reagiu às declarações do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) que, ao defender a PEC da cláusula de barreira, no Congresso Nacional, teria considerado os comunistas como membros de uma agremiação política pequena.
Luciano Moura interpretou como “preconceituosa” a postura do senador de que a extinção do PCdoB “não faria mal nenhum” ao quadro político-partidário do País. O deputado levou às galerias do Palácio Joaquim Nabuco uma claque comunista, que estava munida de uma faixa com os dizeres: “Jarbas, o PCdoB merece respeito”.
Para embasar seu discurso, Moura lembrou dos 63 anos de clandestinidade pelos quais seu partido passou ao longo dos anos, além do crescimento da legenda junto à sociedade civil, e de sua participação direta no Governo Lula. “Houve destempero do senador, fez um discurso inconsequente e não tem perdão. O PCdoB esteve junto com Jarbas Vasconcelos nas campanhas em que ele disputou a Prefeitura do Recife, na luta pela redemocratização”, afirmou.
Recentemente assediado pelo PV, o deputado Nelson Pereira (PCdoB) encontrou rancor nas palavras de Jarbas Vasconcelos.
“Acho que o senador deve estar muito frustrado com os últimos resultados que obteve no Estado, aqui mesmo na Casa. Fez uma declaração muito infeliz”, disse.
Ainda engrossaram o coro contra Jarbas: deputada Teresa Leitão (PT), Isaltino Nascimento (PT), André Campos (PT) e Nadegi Queiroz (PHS).
A deputada Terezinha Nunes (PSDB) defendeu o senador, lembrando da primeira gestão de Jarbas como prefeito do Recife (1986-1989), quando acomodou o comunista Paulo Dantas na Secretaria de Saúde. “O senador foi mal interpretado, estava fazendo comparações com o que acontece na Alemanha, por exemplo, onde a cláusula de barreira só permitiu a entrada de alguns partidos depois de vários anos”, explicou.
(Folha de Pernambuco).
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