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Complexo do Curado e Penitenciária Barreto Campelo com rotinas normais

  • Marcio Souza
Complexo do Curado e Penitenciária Barreto Campelo com rotinas normais
(Reprodução/TV Jornal).

(Reprodução/TV Jornal).

TV Jornal

A rebelião no Complexo Prisional do Curado e na Penitenciária Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, que durou três dias, deixou um saldo de três mortos e mais de 70 feridos. A rotina nas unidades está sendo retomada aos poucos deste quinta-feira (22), mas vários presos foram flagrados fora das celas. Eles estavam desarmados e aproveitaram até para jogar futebol no pátio. Segundo a polícia, os internos quebraram os cadeados das unidades durante a rebelião e por isso não foram recolhidos. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) permanece de plantão no local como prevenção de novos confrontos.

A superlotação e a demora no julgamento dos processos foram os principais motivos da rebelião. Cerca de 6,600 mil presos estão concentrados nas três unidades do Complexo do Curado. O espaço é suficiente apenas para 2,100 mil homens. Durante o tumulto nos presídios, os presos exibiram armas e usavam celulares sem receio. Um sargento da PM e dois presos foram assassinados, um deles acabou sendo decaptado. Um mutirão para agilizar os processos penitenciários teve início nesta sexta (23). O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) nomeou seis juízes para reforçar a equipe que irá trabalhar no serviço. Ao todo, 17 mil ações estão pendentes na 1ª Vara de Execuções Penais.

Muitos familiares foram ao conjunto de presídios para pegar a carteirinha e ter autorização para visitas, que acontece no próximo domingo (25). Uma mulher, que preferiu não se identificar, veio do Rio de Janeiro para visitar o pai, preso há oito anos, e ficou apreensiva porque não conseguiu sair com o documento. De acordo com a Secretaria de Ressocialização, 27 internos já foram transferidos do complexo prisional e outros detentos devem ter os processos julgados nos próximos dias.