Até que a situação em Barreiros, Barra de Guabiraba, Correntes e Vitória de Santo Antão se normalize, a Compesa não cobrará taxas de consumo de água
Os clientes pernambucanos com estabelecimentos atingidos pelas chuvas ficarão isentos das contas de água referentes ao período de debilidade no abastecimento, de acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
A suspensão para as faturas com vencimento a partir de junho será determinadas para as áreas afetadas de cidades declaradas em estado de calamidade pública cujo saneamento é atendido pela Compesa: Barreiros (com isenção total para todo o município), Barra de Guabiraba e Correntes.
Outros consumidores que foram atingidos durante as enchentes também terão contas de junho canceladas. A previsão é de que cerca de 15 municípios recebam os descontos. Até que a situação nas cidades mais afetadas se normalize, a Compesa restringirá as cobranças das taxas de consumo de água nas áreas atingidas.
“O indicativo do governo é que as pessoas que já estão sofrendo com a tragédia não tenham ainda mais um problema para resolver. Àqueles cidadãos cujas vidas ainda estão sendo afetadas pelos efeitos das enchentes, não serão cobradas taxas”, anuncia o secretário estadual de Recursos hídricos e presidente da companhia João Bosco. A estimativa é de que cerca de R$ 250 mil reais por mês deixem de ser recolhidos para os cofres da Compesa, numa ação que deve beneficiar mais de 350 mil habitantes. Em junho, 44 municípios tiveram problemas de abastecimento. Atualmente o número caiu para 11.
“A lógica é a seguinte: quem teve o serviço interrompido ou ficou desalojado durante o período das enchentes por ter tido a casa invadida por água ou parcialmente destruída, não deve pagar a conta de junho, mas a partir do momento em que o serviço foi retomado, é restaurada a cobrança. Quem ainda não teve o abastecimento normalizado não receberá cobranças até sua vida volte ao normal”, explica João Bosco.
A análise será feita caso a caso, baseado em relatórios de equipes de campo enviadas às cidades atingidas. O consumidor que se adequa a situação de descontos e receber faturas deve procurar o departamento de cobranças e solicitar o cancelamento.
A situação em Barreiros é a mais complicada. A rede de esgoto da cidade foi destruída. Lá, e em outras regiões, levará meses para o reestabelecimento de estações de tratamento, bombeamento e adutoras, além de implantar novo sistema de abastecimento nas vilas que serão reconstruídas.
A previsão é que sejam necessários R$ 3 milhões somente para Barreiros e mais R$ 2 milhões para outras cidades em que os danos foram menores. O governo promete ainda ajudar as cidades que dependem de uma rede municipal de abastecimento com o repasse de cerca de R$ 10 milhões da verba enviada pelo governo federal.
Os temporais que atingiram cidades de Alagoas e Pernambuco em junho mataram 57 pessoas. Nos dois Estados, são 95 municípios afetados e mais de 157 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas.
Só em Pernambuco são 67 munícipios atingidos, dos quais 12 declararam estado de calamidade pública e outros 27 em situação de emergência. Mais de 14 mil casas foram destruídas no Estado.






