O desporto é essencial numa sociedade. Há amplos benefícios para a saúde na prática desportiva, mas também é um entretenimento: algumas modalidades movem milhões de adeptos e de entusiastas por todo o mundo, incluindo nas apostas online naturalmente. Um poder inerente ao desporto é o de aproximar nações e povos. Como já por muitas vezes foi mostrado no passado.
Jogos Olímpicos
Os Jogos Olímpicos são um dos eventos desportivos de maiores dimensões, com milhares de atletas das várias centenas de países juntos de quatro em quatro anos.
De fato, os valores Olímpicos incluem a amizade, igualdade e respeito. O Movimento Olímpico propõe-se criar um mundo melhor por intermédio do desporto.
Apesar da competição e da vontade de cada atleta ganhar medalhas, nos Jogos Olímpicos assiste-se muitas vezes a camaradagem entre os desportistas de diferentes nações – mesmo aquelas com relações menos boas.
Para além dos atletas, os adeptos de todo o mundo juntam-se para assistirem aos Jogos Olímpicos durante duas semanas, colocando de lado rivalidades e diferenças para celebrarem o desporto de quatro em quatro anos.
Juntar países desavindos
Muitos eventos desportivos têm os duelos e jogos definidos a partir de sorteios. Por isso mesmo, por vezes acontece que países «inimigos» se defrontem… e em algumas ocasiões o desporto tem o «condão» de atenuar os conflitos.
Um bom exemplo de aproximação de países com divergências através do desporto envolve a Coreia do Norte e a Coreia do Sul: equipes unificadas dos dois países participaram nas Olimpíadas de Inverno de 2018 na Coreia do Sul e desfilaram juntas na cerimônia de abertura com a Bandeira da Unificação.
Já em 2007, a Índia e o Paquistão – que desde a independência têm tido vários desentendimentos – os tenistas Rohan Bopanna e Aisam-ul-Haq Qureshi fizeram uma dupla improvável que até chegou à final do US Open em 2010. Duas nações em conflito que, dentro dos courts de ténis, tinham dois atletas lado-a-lado, em amizade e comunhão.
Mas não é só: no futebol, um jogo de qualificação para o Mundial 2010 opôs a Armênia e a Turquia. Os dois países têm divergências há décadas por motivos políticos, mas nesse jogo os presidentes dos dois países assistiram juntos… e a Armênia aliviou as restrições de vistos para que os adeptos turcos pudessem visitar o país para ver o jogo. Foram criados novos canais diplomáticos, melhorando as relações entre Armênia e Turquia.
Todos unidos por um momento de lazer
Nem todas as modalidades desportivas são acompanhadas por milhões de espectadores. Mas as que são têm um verdadeiro poder de unificação.
Um Campeonato do Mundo de futebol ou uns Jogos Olímpicos são acompanhados por milhões e milhões de espectadores por tudo o globo, com transmissões televisivas e noutros suportes em vários idiomas.
Ao fim e ao cabo, são momentos em que (quase) todo o mundo fala e dá atenção a um acontecimento positivo, de lazer, com as pessoas a comentarem e partilharem a experiência entre si.
Quebrar desigualdades
Se há algo que cada vez mais o desporto está a anular são as desigualdades com base na raça, sexo, religião ou qualquer outra causa.
Em várias modalidades desportivas, atletas de origens muito distintas competem e lutam juntos com oportunidades iguais – nos Jogos Olímpicos de 2020, por exemplo, ganharam medalhas atletas de países tão diferentes como Estados Unidos da América, China, Japão, Cuba, Itália, Irã ou Quênia.
Embora ainda exista um longo caminho a percorrer, há uma tendência de oportunidades mais iguais para todos os desportistas, graças ao trabalho de entidades locais, nacionais e internacionais.
Por outro lado, a diferença entre gêneros também tem vindo a ser quebrada. O número de eventos de gênero misto tem vindo a crescer nos últimos anos nos Jogos Olímpicos, com equipas mistas nas estafetas de atletismo e natação, no tiro ou no tênis de mesa, assim como no biatlo, curling e no esqui alpino.
Este trabalho fomenta não só a aproximação entre os vários países do mundo, como também consciencializa para a importância de uma maior comunhão e quebra de barreiras e de diferenças entre povos.
Dar a conhecer
O mediatismo dos eventos desportivos pode contribuir, naturalmente, para apresentar ao mundo países menos falados, ou para expor um lado menos conhecido das nações.
Um exemplo foi a equipe da Jamaica de bobsleigh nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1988: apesar de ter feito uma prova caricata, conseguiu apaixonar milhares de adeptos por todo o mundo e mostrou que a Jamaica tem bem mais do que o paraíso caribenho e cultura reggae pela qual é conhecida.
Já no futebol, também nos Jogos Olímpicos, em 2004 depois de toda a controvérsia da guerra no ano anterior, o Iraque deixou o mundo a torcer pela sua seleção que chegou à disputa pela medalha de Bronze.







