por Valdemiro Cruz
A geração que há 22 anos vivenciou o movimento dos Caras Pintadas ou “Fora Collor”, vibrou muito com o desfecho ou “impeachment” do presidente até então corrupto e ladrão como intitulava a revista VEJA na oportunidade.
Todo o povo brasileiro discutiu avidamente esse processo, muitos contra, uma minoria favorável aos argumentos de inocência do então presidente da República.
A mídia se encarregou de acusar e apresentar os mais variados indícios comprometedores, vasculhando de todas as formas a vida, os atos, o relacionamento de todos os envolvidos e faturando alto com o badalado escândalo.
Os políticos, principalmente os oportunistas da vez, apressaram-se em exigir medidas que iriam salvar a pátria de autoridades corruptas e seus assessores, muita gente apareceu na mídia e pousou de herói. A justiça foi feita, cantou-se o Hino Nacional.
Inconformado e teimoso Fernando Collor de Melo enfrentou na Justiça através da Corte Suprema uma batalha memorável em busca de isentar-se das acusações que lhes fizeram desmoralizado e lhe tiraram o cargo máximo executivo do País.
O STF – Supremo Tribunal Federal é nosso órgão máximo, quem decide em ultima instância e após sua decisão não cabem mais recursos, exceto em Cortes Internacionais, casos extremos.
Pois não é que após se arrastar por todos esses anos o STF julga e finalmente absolve o ex-presidente de todas as acusações que o derrubaram da presidência!
E agora José?
Quem irá devolver ao injustiçado tudo o que lhe foi tomado, a honra, o prestígio, o poder e o cargo de Presidente da República?
Como fica o sentimento de brasilidade que mobilizou jovens de cara pintada e toda a população brasileira que saiu as ruas, que gritou, que fez vigílias, gastou tempo esforço e suor por essa causa?
Quem enganou quem?
Há sempre interesses maiores por trás de grandes mobilizações, recentemente fizeram isso através do aumento das passagens de ônibus, passaram para os”rolesinhos” em shoppings e o alvo atual é a Petrobras. Muita gente embarca de cabeça nessas ondas, quase ninguém se preocupa com futuros prejuízos que farão o Brasil amargar.
Amargar um prejuízo, faz parte do negócio, punir erros cometidos é justo e racional, quebrar uma empresa que somente dá orgulho a nosso País é irresponsabilidade, está provado que nada no Brasil é definitivo, infelizmente o sofrimento do povo ao longo dos anos os deixou apenas com um desejo fixo: VINGANÇA.

por Valdemiro Cruz,
Colunista do Blog.







