A Companhia Industrial de Vidros (CIV) – controlada pelo grupo pernambucano Cornélio Brennand – comemora meio século de história apostando numa nova frente de negócios. A empresa investiu R$ 10 milhões para estrear no segmento de produção de garrafas térmicas. A idéia é alcançar 20% de participação de mercado num período de dois anos, concorrendo com gigantes do setor como Termolar, Aladim e Invicta. Hoje, a CIV atua nos setores de produção de garrafas para embalagem e utensílios para o lar (jarras, copos e potes).O presidente da CIV, Paulo Drummond, destaca que o projeto de produção das garrafas conta com a parceria da empresa pernambucana Alpha Plast. Com fábrica na Muribeca, a companhia é responsável pela produção da parte plástica e pela montagem do produto. “O vidro para a montagem da garrafa térmica estamos importando de países asiáticos, como China e Índia, utilizando o Porto de Suape”, comenta.
Com 30 itens, a linha Calliente (como foi batizada) traz duas versões de tamanhos, com garrafas de 600 ml e um litro. Além da variedade de cores e decoração, a CIV também está apostando na venda de kits, que inclui a garrafa térmica e um joguinho de xícaras. As garrafas serão distribuídas em todo o mercado nacional. Num primeiro momento começou a chegar às gôndolas do Nordeste e agora segue para as prateleiras dos outros Estados.
Drummond também adianta que o segmento de utilidades domésticas vai ter um incremento de mais 20 itens ao longo deste ano. Hoje, o portfólio do segmento é de pelo menos 100 produtos. Atualmente, a área de utilidades representa algo em torno de 35% no negócio da empresa, mas com a entrada da garrafa térmica no portfólio, a expectativa é que responda por 50% num período de três anos.
No segmento de embalagens – onde a CIV produz para a indústria de alimentos e farmacêutica – a aposta é atender à demanda das empresas, que cada vez mais buscam garrafas diferenciadas. As cervejarias são um exemplo, com lançamentos de garrafas especiais como bigneck (long neck com 500 ml) e outras. “Estamos produzindo garrafas para espumantes, uísques, vinhos, chás, sucos prontos para beber e outros produtos. Uma das parcerias que está amadurecendo é com o governo de Pernambuco, que está desenvolvendo um programa para estimular a produção de vinhos populares no Vale do São Francisco, e nós poderemos entrar como parceiros com as garrafas”, adianta.
INVESTIMENTOS
Entre os anos de 2002 e 2007, a CIV realizou um extenso programa de investimentos, aplicando US$ 120 milhões em modernização, melhoria da gestão, ampliação de produção e inovação tecnológica. Para os próximos quatro anos, a empresa pretende fazer aportes anuais da ordem de US$ 20 milhões para atender à crescente demanda por investimentos nas áreas de tecnologia, modernização, armazenagem, equipamentos e distribuição.
A expansão da empresa também deve se refletir no faturamento, que vai saltar de R$ 390 milhões em 2007 para cerca de R$ 510 milhões este ano, num incremento de 23,5%. A história da companhia começou em 1958 com uma fabriqueta na Estrada da Batalha. Hoje, a companhia gera 1,4 mil empregos diretos em Pernambuco nas fábricas instaladas no Recife e em Vitória de Santo Antão (Zona da Mata Sul), Bahia e Ceará. (Jornal do Commercio)






