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Caos no trânsito, alagamentos, deslizamentos de barreira são algumas das consequências ruins provocadas pelas chuvas nas duas últimas semanas. Mas a mesma chuva que traz transtornos e perigo para a população também carrega boas notícias. E a principal delas é o aumento do volume de água na barragem de Pirapama. De acordo com informações repassadas pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a barragem localizada no município do Cabo de Santo Agostinho se apresenta no momento com 25,5% de sua capacidade. Antes das últimas precipitações, o volume no local era de 16,6%.
De acordo com o presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Marcelo Asfora, as precipitações das duas últimas semanas fizeram com que barragens, em municípios do Agreste e Zona da Mata pernambucana, saíssem da situação de colapso. Eventos meteorológicos raros na costa nordestina e africana estão causando chuvas, principalmente, no leste da mesorregião. “Fazia mais de dois meses que Águas Belas encontrava-se em colapso. O abastecimento estava sendo feito, apenas, por carro-pipa. Era preciso buscar água em lugares a 70 quilômetros de distância. Já Camocim de São Félix estava há uns 20 dias em colapso. Também tiveram seu abastecimento normalizado os municípios de Angelim, Palmeirina, São Benedito do Sul e Lajedo. O fornecimento de água voltou ao normal, inclusive, em Gravatá e Pombos”, aponta.
O diretor regional do Agreste da Compesa, Leonardo Selva, afirma que a situação é grave no Sertão, já que o período chuvoso termina hoje. Obras para a região mais afetada pela pior seca dos últimos 40 anos em Pernambuco estão em andamento. “As chuvas têm sido pontuais no Sertão, em municípios como Araripina. Em junho, finalizamos a adutora do Sertão do Pajeú. Ela vai levar água para a cidade de Afogados da Ingazeira. De lá, distribuiremos para os municípios no entorno. É preciso deixar claro que essas chuvas somente resolvem o problema do abastecimento, no Agreste. A agricultura e pecuária, tanto no Sertão quanto no Agreste, permanecem prejudicadas”, esclarece Selva.
Segundo o diretor da Compesa, em 15 dias, serão perfurados dois poços profundos em Arcoverde, no Sertão, cidade-polo mais prejudicada com a estiagem. “Vão ser dois poços de 750 metros de profundidade. A oferta de água vai duplicar, chegando a 160 litros por segundo. Já a adutora do Agreste fica pronta somente em 2015. Em dois meses, os trabalhos começam”, promete.






