AUGUSTO LEITE
Pouco mais de um ano depois de inaugurar a primeira fábrica no Nordeste, a Sadia vai dar o pontapé operacional no Centro de Distribuição (CD) no dia 1º de agosto.
De acordo com o gerente do Setor Logístico da unidade, Fábio Artifon, a nova estocagem acarretará no melhor atendimento aos clientes. “Temos produtos que são fabricados no Sul e, quando querem comprar, nós não temos por aqui. Até existe um nível de serviço aceitável, mas não é o que a gente busca. O mercado ainda é escasso na Região”, analisou.
O CD será capaz de atender todo o Nordeste. Outros centros estão instalados em Salvador e em Fortaleza, mas a capacidade não chega nem perto da pernambucana, beirando as duas mil toneladas/mês.
Quando se pensa em um CD, o que vem na cabeça é apenas uma espécie de galpão para armazenar os produtos. Mas, no caso de itens resfriados, a situação não é tão simples.
Por isso a lacuna aproximada de um ano entre a inauguração da fábrica – que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março do ano passado – e o início da operação distributiva. “Para se ter uma ideia, a temperatura nesses locais chega a -20ºC”.
GÓIS (D) entregou homenagem a Antônio Monteiro
“É cada vez mais natural que as empresas apostem em produtos regionais. Estamos produzindo a mortadela pernambucana. Mas já vimos esse tipo de ação com a Kraft Foods, a Nestlé e a Unilever”, disse Antônio Monteiro. Para a Copa do Mundo, a Sadia ainda promoveu uma edição limitada de sete produtos, baseados nas culturas de alguns dos países postulantes ao título. Sobre a homenagem, o gerente de Vendas da Filial Recife, Adeíldo Aquino, enalteceu todo o ciclo da empresa ao longo dos anos e dedicou o prêmio aos cerca de 60 mil funcionários do grupo no País.
Atualmente, a Sadia abriga 500 toneladas de seus produtos, em Pernambuco, no Frigoserv, que fica nas proximidades do Ceasa, no Curado. Outro entrave para que o CD comece os trabalhos é a aquisição dos equipamentos. Até o piso possui uma composição especial. Enquanto os paineis frigoríficos têm origem pernambucana, os mecanismos de refrigeração, por exemplo, precisam vir de São Paulo.
(Folha de Pernambuco).







