Para ela, este projeto procura identificar crianças que nasceram com pouco peso e que estejam no momento em idade escolar dos sete aos dez anos.
“Essa ação faz parte de um projeto maior que é o estudo sobre desnutrição infantil e desenvolvimento de crianças no Estado de Pernambuco. Existe uma relação entre o baixo peso e o desenvolvimento normal da criança”, explicou.
“A desnutrição infantil é um fator preocupante no Estado principalmente quando essas crianças nascem com pouco peso, por isso é que o nosso grupo pesquisa para entender o que se passa com essas crianças que apresentaram baixo peso ao nascer que é um indicativo de desnutrição, durante a gestação, e quando essas crianças nascem e crescem, se o nível de atividade física dela pode reverter as mazelas de uma desnutrição neste período tão crítico da vida”, destacou a coordenadora.
Este projeto envolve alunos e professores dos três cursos do CAV/UFPE: Enfermagem, Nutrição e Ciências Biológicas. Futuramente de Educação Física estará disponível na UFPE-CAV.
Os universitários vão a campo e avaliam as crianças, essa avaliação envolve altura, peso percentual de gordura corporal etc. Também são realizados testes de aptidão física para saber seu nível de resistência, segundo o projeto.
O apoio da Prefeitura local através de suas Secretarias de Educação e de Saúde está sendo fundamental para ser iniciada a parte prática desse projeto.
“Fazer um retrato da Vitória de Santo Antão é o foco à princípio. O projeto vai começar a identificar as crianças que nasceram ou não com baixo peso e desenvolver alguma estratégia para junto com a merenda escolar, reverter o quadro nutricional das crianças para depois dos diagnósticos começarmos a reinvestir nas atividades físicas destas crianças para tentar reverter o esse quadro de desnutrição”, salientaram.
“A criança ao nascer tem que ter em média de três a quatro quilos, é o que se chama de peso bom. Ideal para os recém nascidos, a criança de baixo peso é a que nasce com menos de 2.5 quilos”, explicou Santana.
“Em alguns casos o baixo peso do recém nascido está associado à anemia da mãe, uso de fumo ou consumo de bebida alcoólica e drogas durante a gravidez, a ausência de um pré-natal também é fator de risco”, destacou Santana.
A gestante tem que fazer ao menos seis consultas durante a gravidez para evitar complicações evitando a mortalidade materno infantil.
Esse projeto realizado aqui em Vitória está envolvido com a Secretaria de Educação, através dela está localizando essas crianças de 6 a 10 anos que apresentam baixo peso no nascimento as quais hoje enfrentam problemas físicos.
“A pesquisa procura saber se a criança que nasceu com baixo peso teve recuperação e se hoje ela está preparada para fazer atividades físicas igual às crianças que nasceram com o peso normal”, salientou.
“Também temos uma equipe visitando os PSF’s dos bairros do Município acompanhando os recém nascidos principalmente os que nasceram com baixo peso”, pontuou.
Antes se pensava que uma criança que nascia desnutrida estava protegida da obesidade, o que foi provado o contrário, pois criança desnutrida pode se tornar um adulto obeso e com problemas inerentes a doença.
“O estudo está rastreando isso e a saúde pública trabalha para minimizar os efeitos de uma criança que nasceu com baixo peso”.
O projeto faz parte de um grupo de pesquisa da Universidade que já tem treze anos de existência, ao qual nesse tempo já houve vários desenvolvidos nas áreas urbanas do Recife, bem como na Zona da Mata e no Sertão pernambucano.
Essa experiência está servindo para vários paéses que também apresentam problemas de desnutrição.
O mesmo projeto está sendo implantado em Moçambique no intuito de resolver problemas causados pela desnutrição.
“Este projeto está sendo implantado pela primeira vez em Moçambique. Os pesquisadores estão muitos interessados neste projeto querendo saber os seus resultados e se conseguirão amenizar os problemas que causam as crianças que nasceram com pouco peso em seu País”, destacou Thamo.
“A desnutrição é grande em Moçambique e esse projeto vai ajudar a minimizar os problemas causados pela desnutrição naquela região”, previu.
Mario Thamo é Mestrando da Universidade Pedagógica em Maputo – Moçambique.
Produção: Jáder Siqueira, Orlando Leite, Cláudio Gomes.
Equipe: Berg Araújo, Gilberto Júnior, Genilda Alves.






