Após polêmica sobre os cachês pagos e até denúncia de que haveria um ‘esquema’ na contratação de shows para o São João de Caruaru, no Agreste pernambucano, a acusação agora vem do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Segundo a instituição, os direitos autorais referentes às músicas tocadas nas festas juninas do Município não são pagos desde 2004. A estimativa do órgão é de que, por ano, desde 2015, não houve o repasse de pelo menos R$ 500 mil. De acordo com o Ecad, o cálculo para eventos como esse é de 10% do cachê pago ao artista que não seja detentor dos direitos autorais da música.
“Buscamos conscientizar os organizadores destes eventos, mostrando que todos, de alguma forma, saem beneficiados: tanto os representantes do poder público, que conquistam popularidade e movimentam a economia local; quanto a própria população, que desfruta de cultura e lazer. Por que, então, só o compositor deve sair prejudicado?”, questiona o gerente executivo de Arrecadação do Ecad, Márcio Fernandes, em texto enviado pela assessoria de imprensa da instituição. Durante as festas juninas de 2015, foram distribuídos pelo Ecad R$ 5,3 milhões para 13.205 artistas e associações de todo o País. Em todo o ano, o valor foi de R$ 771,7 milhões, para a 155.399 titulares de músicas.
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