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Nascido provavelmente após o ano 4000 a.C., o Senado romano era composto por idosos. Embora seu nascedouro esteja atrelado ao Conselho de Anciãos da Antiguidade Oriental, o seu modus operandi, entretanto, tem como ponto de referência as eklesias atenienses.
Com influência greco-romana, o Senado brasileiro também foi buscar inspiração na Câmara dos Lordes da Grã-Bretanha; além do campo doutrinário, herdou da França, a outro lado, a concepção da divisão de poderes. No Brasil, em 1826, foi realizada a primeira reunião ordinária dos “pais da Pátria”, ganhando, aos poucos, respeito e, consequentemente, credibilidade perante o povo. Daqui a alguns meses, o Brasil estará vivendo a maior eleição da sua história, onde o eleitor terá oportunidade de sufragar os seus escolhidos no pleito, e, como não se ignora, dentre os cargos disputados está o de Senador da República. Lamentavelmente, muitos esquecem ou não sabem que o cargo de senador é disputado através de eleições majoritárias e que os mesmos representam os Estados pelo qual foram eleitos. Por isso, cada estado membro da federação é representado por três senadores. Sendo a disputa por uma vaga no Senado inerente à campanha para governador dos Estados, a disputa é vista como algo de menor importância, sendo até mesmo encarada como um apêndice eleitoral. Não é por acaso que no sussurro dos bastidores, comenta-se que a tradição política brasileira tem demonstrado que o governador eleito também consegue eleger aquele ou aqueles que estão compondo a sua chapa para o Senado. Alguns já tentaram romper com a tradição, acreditando que o candidato ao governo poderia ir a reboque do senador, contudo não foi obtido resultado satisfatório. Pernambuco que nos diga. Portanto, seguindo as orientações de Maquiavel, o príncipe deve ter como ponto de referência os caminhos seguidos pelos líderes do passado, ou seja, aprender e respeitar a história política. Quem tem ouvidos, ouça – assim falou Zaratustra. por Hely Ferreira, Cientista Político.
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