AUGUSTO LEITE
Os servidores federais em Pernambuco lançaram ontem a campanha salarial em âmbito estadual. Para marcar a ação, um ato público foi realizado em frente ao Hospital das Clínicas, na Cidade Universitária, com foco no combate à Medida Provisória (MP) 520, que pretende criar empresas para gerir as unidades de saúde estaduais. A maior luta do funcionalismo público, no entanto, não tem nada de novo.
A classe quer o fim da disparidade salarial para pessoas que exercem a mesma função, a realização de concursos públicos e a equiparação das remunerações entre ativos, aposentados e pensionistas.
Mais duas MPs em tramitação no Congresso Nacional são repugnadas pela categoria. A de número 548 prevê reajustes salariais de até 2% além da inflação, o que é considerado um “congelamento” pelas classes sindicais. “O Governo Federal só gasta 31% com pessoal, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite que o percentual atinja 60%. Não há motivo para enxugar as despesas com funcionários”, disse o coordenador geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco (Sindsep-PE) e presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Sérgio Goiana.
Já a Medida Provisória 248, que vem sendo discutida desde 1998, aponta que os profissionais com duas avaliações de desempenho negativas podem ser desligados do emprego. “Lutamos para que os servidores sejam valorizados e reconhecidos pelo seu trabalho.
A proposta age no sentido inverso”, afirmou Goiana. Além do Sindsep, a pauta conjunta envolve ainda os sindicatos dos trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajuf), da Saúde e da Previdência Social (Sindsprev), das Universidades Federais (Sintufepe) e dos Policiais Rodoviários Federais (Sinprfpe).
(Folha de Pernambuco).






