BRASÍLIA (Folhapress) – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça, julgará nesta semana a fusão das empresas Sadia e Perdigão, que deu origem à BRF (Brasil Foods), uma das maiores companhias de alimentos do mundo. Segundo a reportagem apurou, dificilmente a operação será aprovada sem nenhuma restrição. Entre as medidas avaliadas pelo Cade à operação está a venda de uma das duas marcas principais e de ativos importantes.
Nas últimas semanas, conselheiros do Cade se reuniram inúmeras vezes com representantes das empresas, que apresentaram documentos e informações sobre a fusão. No início de maio, a Procuradoria do conselho apresentou um duro parecer em que dizia que a operação gerava muita concentração de mercado e que, se não fosse encontrada algum tipo de alternativa para viabilizar a concorrência no setor, poderia ser vetada.
O Cade poderá aprovar a operação, reprovar ou ainda aprovar com restrições, determinando a venda de ativos ou outro tipo de concessão por parte das empresas. Até o momento do julgamento, as empresas podem apresentar uma proposta de acordo em que poderiam, por exemplo, abrir mão de ativos. Se o Cade concordar, a operação seria aprovada condicionada à assinatura do compromisso.







