O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (IHGV) realizou na última quarta-feira (24), pela manhã, a Cerimônia de lançamento do 14º número de sua Revista. Na oportunidade foi anunciada a eleição da Cachaça como “Patrimônio Imaterial da Vitória de Sto. Antão” e se fez a entrega do diploma comemorativo a diversas personalidades.
Membro do IHGV, o Prof. Pedro Ferrer fez um relato sobre a Empresa PITU e a sua história ao longo dos seus 70 anos. Em seguida o ex-Ministro Gustavo Krause fez questão em sua intervenção falar sobre a cidade da Vitória de Sto. Antão, mesmo estando fora a vários anos. “Não poderia esquecer as minhas raízes”, frisou.
Após a solenidade no Salão do Instituto, os presentes foram encaminhados até ao Engarrafamento PITU. Na oportunidade foi realizado um pequeno passeio para que os presentes pudessem conhecer todos os processos de produção da Fábrica. Logo adiante, a comitiva se dirigiu até a Destilaria J.B., ao qual foram recepcionados pelo casal Sr. Jaime e Ieda para um almoço.
Estiveram presentes para receber os diplomas comemorativos:
Adelmo Aragão e a sra. Erika Rocha da FUNDARPE, Alexandre Ferrer (PITU), Inês – diretora de Cultura da PMV, Gilberto Lorena pela FACOL, Marcondes Brito do Diário de Pernambuco, Pedro Braz do Jornal do Commercio, Prof. Ubirajara Júnior pela FAINTVISA, Rede Globo Nordeste, Folha de Pernambuco, Associação Comercial e o Gustavo Krause.
“Cachaça – Patrimônio imaterial”
O Primeiro registro da palavra Cachaça – “A palavra caldeira é chamada pelos portugueses ‘cadeira de mear descumos’, na qual o caldo é sujeito ‘a ação de um fogo lento, sempre movido e purgado por uma grande colher de cobre chamada escumadeira’, até que fique escumado e purificado. A escuma é recebida numa canoa, posta embaixo, chamada ‘tanque’, e assim também a CACHAÇA, a qual serve de bebida para os burros”. (George Makgraf, Pernambuco 1640).
Hoje a produção da Cachaça equivale a 1,3 bilhões de litros, gerando mais de 400 mil empregos. Movimenta uma economia em torno de 500 milhões de dólares. É responsável por 1% da exportação da produção nacional, sendo o terceiro destilado mais consumido no mundo, bem como o primeiro destilado mais consumido no Brasil.
por Genilda Alves,
nossa enviada especial para a cobertura.











