Na quinta-feira, representantes brasileiros estiveram numa reunião em Washington para tratar da reforma do Banco Mundial, que precisa estar pronta até abril de 2010.
A ideia defendida pelo Brasil é de que metade dos votos em qualquer decisão do Banco seja tomado por países em desenvolvimento. Hoje, 56% dos votos no Bird estão com 29 países ricos. Já os demais 156 representam apenas 44% dos votos. O Brasil tem 2,06% dos votos. O que o governo quer é que haja pelo menos uma paridade.
Outra insistência do Brasil é para que fique claro que a escolha dos novos presidentes serão feitas independentes da nacionalidade do candidato. Nos últimos 60 anos, o cargo era de um americano.
Outra reforma que o Brasil cobrou neste fim de semana na Basileia é a do FMI, com o que o governo chama de um realinhamento significativo do peso de cada país. O governo brasileiro e outros emergentes julgam que as economias europeias estão sobrerepresentadas.
SUBSÍDIOS
Em Nova Iorque, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a cobrar a eliminação de subsídios dos países ricos para que as nações pobres consigam sair da recessão, além de contribuir para segurança relacionada à área de alimentos. Em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), Amorim destacou que o cenário global ainda é sombrio, apesar de alguns sinais positivos.
Segundo ele, a situação é particularmente mais difícil para os países mais pobres. As afirmações do ministro foram feitas durante a conferência sobre a crise financeira promovida pela ONU. Na apresentação, Amorim acrescentou que o Brasil tem sido um entusiasta do fortalecimento do papel da ONU no debate sobre a crise financeira mundial.
(Jornal do Commercio)






