O artigo, intitulado “Surfando em uma grande onda de confiança”, enumera pontos positivos sobre o País, onde “as perspectivas, aparentemente, nunca foram melhores”.
“Em uma época de crescente demanda global por alimentos e energia, o Brasil está em uma posição única”, diz o jornal. “Já o maior produtor mundial de quase qualquer produto agrícola (…) inclusive etanol feito da cana-de-açúcar, o Brasil é o quarto maior fabricante de veículos e logo se tornará um importante exportador de petróleo.”
Os autores do artigo, os jornalistas Jonathan Wheatley e Richard Lapper, afirmam que este quadro se tornou possível “por reformas realizadas nos últimos 15 anos e que frutificaram durante os últimos anos”.
O status de superpotência parece alcançável, mas o País deve ter em mente “que ainda não chegou lá” e que essa posição ainda “não está garantida”, alerta o jornal.
“A infra-estrutura do País é uma bagunça”, afirmam, destacando a “inadequação” dos sistemas públicos de saúde e educação, a burocracia enfrentada por empresas entre outros problemas.
O jornal elogia a estabilidade alcançada pela economia brasileira. “As bases da nova prosperidade do Brasil foram lançadas na administração de (Fernando Henrique) Cardoso e criticadas ruidosamente pelo PT, então oposição. Mas no governo, (Luiz Inácio) Lula da Silva e seus assessores viram o valor, especialmente para os pobres, da inflação baixa e de uma economia estável.”
O artigo diz que algumas das prioridades previstas no governo de Fernando Henrique Cardoso, “especialmente a reforma dos sistemas de aposentadoria, impostos e de trabalho ainda devem ser feitas” e estariam aí alguns dos “grandes desafios” a serem enfrentados pelo país.
“O modelo do caro setor estatal do Brasil ainda é um obstáculo para o desenvolvimento”, diz o FT.
O suplemento do Financial Times traz ainda artigos sobre o impacto da estabilidade econômica duradoura sobre muitos brasileiros e a exploração de petróleo.







