Relatório da Transparência Internacional deste ano mostra o País no 80º lugar no ranking de 180 nações. De 0 a 10, nota brasileira só foi 3,5
Géraldine Schwarz
Agência France Presse
O Brasil aparece em 80º lugar no ranking de 180 países divulgado em Berlim, na última terça-feira, no relatório anual da ONG Transparency International (TI, Transparência Internacional). No documento, a organização diz que a corrupção nos países pobres é uma verdadeira “catástrofe humanitária”.
“Nos países mais pobres, a corrupção pode ser uma questão de vida ou morte, por exemplo, quando o dinheiro para os hospitais ou para água potável está em jogo”, advertiu a presidente da ONG, Huguette Labelle.
“Nos países mais pobres, a corrupção pode ser uma questão de vida ou morte, por exemplo, quando o dinheiro para os hospitais ou para água potável está em jogo”, advertiu a presidente da ONG, Huguette Labelle.
O relatório coloca Iraque, Somália, Mianmar e ainda o Haiti entre os casos mais graves de corrupção no mundo. “Mas o fenômeno não poupa democracias ocidentais desenvolvidas”, diz o relatório.
Desde 1995, a ONG publica todo ano um índice de percepções da corrupção (CPD) classificando 180 países segundo a análise de um grupo internacional de empresários, especialistas e universitários.
O índice vai de 10 para um Estado considerado “limpo” a zero para um Estado “corrupto”. O Brasil tem nota 3,5. As melhores nações são Dinamarca, Suécia e Nova Zelândia, com nota 9,3, seguido de Cingapura, com 9,2.
Desde 1995, a ONG publica todo ano um índice de percepções da corrupção (CPD) classificando 180 países segundo a análise de um grupo internacional de empresários, especialistas e universitários.
O índice vai de 10 para um Estado considerado “limpo” a zero para um Estado “corrupto”. O Brasil tem nota 3,5. As melhores nações são Dinamarca, Suécia e Nova Zelândia, com nota 9,3, seguido de Cingapura, com 9,2.
Os recuos mais acentuados foram registrados por Bulgária, Burundi, Maldivas, Noruega e Reino Unido. Tiveram progressos Albânia, Chipre, Geórgia, Ilhas Maurício, Nigéria, Omã, Catar, Coréia do Sul, Tonga e Turquia.
Os países pobres são frequentemente penalizados por uma justiça corrupta e um sistema parlamentar ineficaz. “Para lutar contra a corrupção, é necessário realizar um controle forte via Parlamentos, forças de execução da lei, mídias independentes e uma sociedade civil dinâmica”, disse Labelle. “Quando estas instituições são fracas, a espiral da corrupção foge ao controle com horríveis conseqüências para o povo, e em geral para a justiça e o respeito da igualdade.” (Jornal do Commercio).
Os países pobres são frequentemente penalizados por uma justiça corrupta e um sistema parlamentar ineficaz. “Para lutar contra a corrupção, é necessário realizar um controle forte via Parlamentos, forças de execução da lei, mídias independentes e uma sociedade civil dinâmica”, disse Labelle. “Quando estas instituições são fracas, a espiral da corrupção foge ao controle com horríveis conseqüências para o povo, e em geral para a justiça e o respeito da igualdade.” (Jornal do Commercio).







