Pesquisa com 155 nações, divulgada pela revista americana Forbes, coloca os brasileiros empatados com os panamenhos. A Dinamarca lidera a lista, enquanto o paupérrimo Togo, na África, é o último
NOVA IORQUE – Os brasileiros têm motivo para comemorar. De acordo com uma pesquisa Gallup divulgada pela revista Forbes, o Brasil é o 12º país mais feliz do mundo, de uma lista de 155 nações. No topo da felicidade, está a Dinamarca e, como o país mais infeliz do mundo, está Togo, pequena nação africana no noroeste da África.
A pesquisa foi realizada com milhares de entrevistas nas 155 nações, entre 2005 e 2009, e mede dois tipos de bem-estar. Primeiro, os entrevistados foram questionados sobre sua satisfação, de maneira geral, com suas vidas – para o que deram uma nota de 1 a 10.
Depois, as pessoas foram questionadas sobre suas experiências no dia anterior e como se sentiram, em três graus de satisfação, indo da felicidade ao sofrimento.
No Brasil, 58% disseram estar felizes, 40% disseram estar lutando e apenas 2% disseram estar sofrendo. Na nota geral, o país ficou com 7,5 – empatado com o Panamá.
A Dinamarca liderou o ranking com nota 7,9. Oitenta e dois por cento da população dinamarquesa se declararam felizes. Outros 17% disseram estar batalhando e apenas 1% afirmou estar sofrendo.
Em seguida, estão Finlândia (75% de felizes), Noruega (69%), Suécia (68%) e Holanda (68%).
“As nações da Escandinávia – quatro entre as cinco primeiras – realmente foram bem”, diz Jim Harter, cientista chefe da Gallup que desenvolveu a pesquisa.
A América aparece logo em seguida, com a Costa Rica como seu país mais feliz – com uma nota de geral 8,1 e 63% de felizes contra apenas 2% sofrendo.
Do outro lado da lista, está o pequeno Togo com uma nota 5. No país africano, apenas 1% de entrevistados reconhecidamente felizes. Outros 67% dizem estar lutando e 31% estão sofrendo.
A África, aliás, domina as últimas posição com Burundi, Ilhas Comores, Camboja, Serra Leão, Burkina Fasso, Ruanda e Níger, em ordem decrescente.
A publicação, que reconhece não ser fácil determinar um ranking de felicidade, disse ter chegado à conclusão de que a o dinheiro traz sim ao menos parte da felicidade – já que há uma relação direta entre satisfação na vida (a nota geral) e renda.
Mas a fonte de alegria diária, na classificação em três escalas, está mais associada a realizações psicológicas e sociais, que são mais difíceis de se conseguir com um salário.






