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Bione dispara: "o que Vitória precisa é representação política"

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Como tem feito todas às sextas-feira o médico Edvaldo Bione (PHS) visitou o estúdio da Rádio Tabocas FM (98,5) e falou no Programa A VOZ DA VITÓRIA sobre os últimos acontecimentos de nosso Município e região.
Bione comentou sobre a eleição antecipada na Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão onde foi reeleito o vereador Mano Holanda (PMDB) além dos rendimentos de seus vereadores.

Segundo Bione, houve há alguns dias uma modificação no Congresso Nacional aumentando a quantidade de vereadores nos municípios, um projeto eleitoreiro dos deputados federais querendo mais cabos eleitorais nos municípios para dar suporte as suas candidaturas.
No cumprimento dessa lei houve uma redução de aproximadamente R$ 35 mil Reais nos rendimentos da Câmara.

“Houve um entendimento entre os vereadores devido à necessidade dessas mudanças para se adequar aos novos regulamentos, então o presidente modificou essa lei junto com seus correligionários e foi reconduzido à presidência da Câmara que manteve a mesma composição anterior”, pontuou Bione.

A respeito da formação dos vereadores, Bione não acha necessário que os mesmos tenham formação universitária para exercer seus mandatos.
“Hoje temos uma Câmara de Vereadores com muitas pessoas com formação universitária e, no entanto o rendimento diminuiu. No meu ponto de vista os vereadores precisam representar suas localidades”, disse Bione.
“Pirituba é um Distrito grande e tem condição de eleger o seu representante, isso só foi feito há 12 anos”, lembrou.

“Na falta de representatividade, essas comunidades deixam de ser ouvidas. O vereador é a voz das pessoas, representa a sociedade e as necessidades de seu reduto, isso seria a verdadeira representação legislativa”, salientou.

Indagado por Lissandro Nascimento sobre a situação urbana nacional, pelo qual a ONU em pesquisa constatou uma significativa diminuição no processo de favelização, Edvaldo Bione declarou que o governo tem feito uma boa distribuição de renda através de suas ações sociais e graças a isso vem diminuindo o número de moradores que vivem em favelas em todo o Brasil.

“Os dados de um Instituto multilateral que é a ONU, que houve uma diminuição de 26% de pessoas que vivem em favelas no Brasil isso quer dizer que de quatro pessoas que viviam em favela uma deixou de viver”, ressaltou ele.

“Algumas pessoas criticam o Bolsa Família e outros programas sociais, quando Fernando Henrique em sua gestão socorreu os bancos gastou cerca de R$ 30 bilhões de dólares. Houve a recuperação dos bancos e o dinheiro não retornou”, lembrou Bione.
“O que se gasta com o Bolsa Família e outros programas sociais no Brasil não chega a R$ 500 milhões de dólares por ano”.

Segundo o médico, o problema do saneamento básico tem de ser discutido como uma questão mais ampla, incluindo todos os organismos que tratam e cuidam do assunto.
“Temos que cuidar do fluxo das águas tanto a que se consome desde a hora em que usamos até o seu deslocamento para que não haja doenças provocadas pelo escoamento através de esgotos que correm a céu aberto”, declarou.

Falando sobre a urbanização, Edvaldo Bione disse que Vitória precisa ser repensada e mencionou a necessidade que os seus gestores tenham uma formação importante no ponto de vista administrativo ou que tenha uma visão muito séria e muito clara a respeito do Plano Diretor.
“Não há uma preocupação grande com os governos municipais, cada um que assume diz que herdou uma herança maldita, que o governo anterior deixou uma divida de ‘N’ milhões, não vejo isso como uma justificativa plausível para justificar a falta de investimentos”, refletiu.
“Se as coisas são tão ruins assim. Porque ninguém entregou os cargos?
Nunca vi em cidade nenhuma do Brasil algum gestor entregar o cargo devido à dificuldade de gerir a idade“, mencionou.

Bione citou a necessidade da Vitória de Santo Antão passar por uma grande reforma no que diz respeito à urbanização, pois a cidade está inchando devido ao fluxo de pessoas de outras cidades que chegam em busca de vagas de trabalho nas empresas que aqui estão se instalando, causando preocupação no ponto de vista da organização urbana.
“Existem ruas em Vitória que você vê casa no meio da rua, algumas das praças de Vitória de Santo Antão foram invadidas por bares. A praça é um local público de lazer isso não significa necessariamente consumir bebidas alcoólicas ou ter que ouvir música que não gosta devido a um carro estacionado na praça com som nas alturas”, reclamou.

“Vitória está inchando e terá um crescimento desenfreado nos próximos cinco anos caso não se tome uma posição em relação a isso. Essas condições vão piorar na maioria dos bairros não há água nas torneiras, a empresa de eletrificação cobra nas contas taxa de iluminação pública que não existe. Se no Brasil houve a diminuição de 26% de pessoas morando em favela em Vitória esse percentual aumentou visivelmente”, ressaltou Bione.

De acordo com Edvaldo, ele não está culpando ninguém, apenas coloca esses pontos de vista para que a população avalie a situação e passem a exigir soluções de seus governantes.
“É preciso que se tenha respeito pelo cidadão e que as pessoas possam se conscientizar junto com os líderes políticos vitorienses para que essas modificações urbanas aconteçam bem planejadas para que o Município se desenvolva dando boas perspectivas de via para a população”, defendeu.

Quanto à representação política do Município Bione acha que na quantidade está bem, mas na participação ele não vê interesse dos representantes políticos do Município em debater e procurar equações políticas para resolver os problemas urbanos.
“Toda gestão do Município passa pela Câmara dos Vereadores. Essa Câmara amplia essa discussão para que o Gestor Municipal possa se envolver nessa discussão e torná-la uma discussão mais ampla”, ponderou o médico.

“A população não vê interesse dos representantes públicos de Vitória em discutir esses assuntos, a preocupação de todos é conseguir a quantidade de votos suficientes para a sua eleição, essa discussão à primeira vista não dá possibilidade de voto imediato tem que ser um voto pensado, trabalhado e consciente. O que não é a prática dos políticos de Vitória nas eleições”, disparou Bione.

Segundo Bione, Vitória cresce a cada dia sendo reconhecida como um polo médico e de educação e em breve Vitória também será vista como um grande polo industrial.
“Já temos algumas empresas instaladas em Vitória dando um bom número de empregos diretos. Os indiretos não aparecem em nosso Município porque não tivemos representação política para que os bancos de fomentos pudessem dar condições adequadas, a fim de que nossos produtores pudessem ter aviários de qualidade e consórcios de criação de frangos e suínos e o aumento da produção agrícola”, ressaltou.

“O que precisamos é ação para que as atitudes sejam tomadas e a nossa representação política que hoje se resume a dois deputados estaduais aumente e que nas próximas eleições sejam três, e eu esteja incluído entre eles, para tentar dar voz e vez à população de Vitória de Santo Antão na Alepe”, concluiu Bione.

Por Orlando Leite e Emerson Lima.