
(Foto: Mauricio Ferry - Folha PE)
Depois de 16 dias afastada por determinação da Justiça, a prefeita de Bezerros, Bete de Dael (PR), voltou ao cargo. A decisão pela anulação da liminar foi dada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última sexta-feira. Para o vice-prefeito Carlos Francisco, o Dr. Carlinhos (PCdoB), que assumiu o Executivo municipal durante o afastamento de Bete, a medida, que ele classificou como monocrática, deve prejudicar o êxito conquistado com a saída dela do cargo. Segundo ele, durante esse período que comandou o município, foi possível reestabelecer todos os serviços essenciais interrompidos por ela após a derrota nas urnas como, por exemplo, transporte escolar, atendimento no hospital público e nos postos de saúde, e limpeza urbana.
Ainda de acordo com o vice-prefeito, existem dívidas com empresas prestadoras de serviços, além de fornecedores, que foram negociadas e parte do pagamento foi realizado. “Ao todo são quase R$ 200 mil em dívida com combustível, mais de R$ 500 mil em limpeza urbana, e cerca de R$ 400 mil em transporte escolar. A situação mais complicada foi com a Saúde, onde a gente tem aqui um déficit de mais de R$ 3 milhões. Porém, tivemos uma conversa inicial com todos os prestadores e, assim, conseguimos garantir o retorno dos serviços à população”, assegurou. Segundo o comunista, foram iniciados, ainda, encontros com a equipe de transição do prefeito eleito, Severino Otávio, Branquinho (PSB).
Além disso, Carlinhos disse que reservou recursos para o pagamento do 13º e do salário do mês de dezembro. “A gente já tinha feito boa parte do processamento da folha e, com isso iniciamos a reserva do recurso para pagar os funcionários. Na verdade a gente teve que fazer uma escolha difícil. Ou a gente promovia a festa de fim de ano ou a gente cumpria com o pagamento de 13º e de dezembro. E a gente priorizou o pagamento”.
NOVA ELEIÇÃO
De acordo com o advogado da prefeita, André Fonseca, a expectativa é de que seja realizada uma nova eleição no município, por conta da possibilidade da cassação do prefeito eleito. Segundo Fonseca, já foi dada entrada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito eleito, o seu vice e o vereador eleito Romero Farias (PSB), por compra de votos, abuso de poder econômico e abuso de poder político. “No caso do vereador, ele já foi julgado e condenado, e foi cassado, inclusive”, assegurou o advogado. “E deverá haver uma nova eleição na cidade, onde a prefeita deve disputar. Só falta o resultado contra o prefeito e o vice, pois ainda está tramitando”, informou.







