SÃO PAULO – Bancários de todo o País fazem assembleias hoje para decidir se vão entrar em greve por tempo indeterminado a partir de amanhã por causa do impasse na campanha salarial deste ano. O Comando Nacional dos Bancários, formado por sindicalistas que negociam em nome de 400 mil funcionários (representados por 134 sindicatos de todo o Brasil), informa que, se não houver uma proposta salarial melhor, os trabalhadores devem parar.
Na última sexta-feira, o comando enviou comunicado à Fenaban (federação dos bancos) rejeitando a oferta feita pela entidade: reajuste salarial de 4,5% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) paga em duas parcelas. A primeira parte é de 1,5 salário até R$ 10 mil e 4% do lucro líquido deste ano. A segunda parte é de 1,5% do lucro líquido (igualmente distribuído entre os empregados) até R$ 1.500.
“Nossa pauta de reivindicações foi entregue no dia 10 de agosto. Após mais de um mês de negociações, eles fizeram uma proposta rebaixada que apenas repõe a inflação, reduz o valor da PLR de 2008 e ignora as outras demandas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
“Nossa pauta de reivindicações foi entregue no dia 10 de agosto. Após mais de um mês de negociações, eles fizeram uma proposta rebaixada que apenas repõe a inflação, reduz o valor da PLR de 2008 e ignora as outras demandas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
Segundo os sindicalistas, os bancos podem distribuir até 15% do lucro líquido em forma de PLR aos trabalhadores. Pela proposta deste ano, o percentual seria reduzido para 4%. Os trabalhadores também querem incluir na convenção coletiva cláusula de proteção aos empregos em caso de fusão, o que foi rejeitado pelos empregadores.
Na pauta dos bancários está o reajuste de 10%, PLR no valor de três salários mais R$ 3.850 fixos, valorização dos pisos salariais e adicional de risco de vida para quem trabalha em agências e postos.
(Jornal do Commercio).
Na pauta dos bancários está o reajuste de 10%, PLR no valor de três salários mais R$ 3.850 fixos, valorização dos pisos salariais e adicional de risco de vida para quem trabalha em agências e postos.
(Jornal do Commercio).







