MARILEIDE ALVES
Na solenidade, serão lembrados nomes como de Rubens Paiva, Davi Capistrano, Padre Henrique e tantos outros que foram mortos, presos e sofreram os mais diversos tipos de torturas, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Campos cobra ainda a abertura dos arquivos da ditadura, pois seria a forma de “descobrir” onde se encontram os restos mortais de muitos que foram mortos na época, inclusive os que participaram da Guerrilha do Araguaia.
O Brasil viveu 21 anos de ditadura, sendo João Figueiredo o último presidente militar. O ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, foi eleito indiretamente em 1985, mas nem chegou a governar, pois faleceu em 21 de abril do mesmo ano e seu vice, José Sarney (PMDB) assumiu o mandato.
A promulgação da lei foi o primeiro ato marcante do governo de Figueiredo.
Há exatamente 30 anos o então presidente da República, o general João Baptista de Oliveira Figueiredo, sancionava a Lei 6.683 que anistiava “aqueles que no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979 cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais”.
A lei de Anistia Política beneficiou 4.650 pessoas, entre elas diversos políticos, que haviam sido presos e exilados, durante os “anos de chumbo”. Para lembrar a data, a Associação Pernambucana de Anistiados Políticos (Apap) realiza, hoje, a partir das 16h, um ato na praça Padre Henrique, na rua da Aurora, onde fica o monumento Tortura nunca mais.
O presidente da instituição, Antônio Campos, disse que a iniciativa tem como objetivo relembrar o período da ditadura para que atos como os que ocorreram durante o regime militar não ocorram mais. Para Campos, o dia não é de comemoração, mas de lembrança “para que fatos como esses não voltem a acontecer no País”.
Na solenidade, serão lembrados nomes como de Rubens Paiva, Davi Capistrano, Padre Henrique e tantos outros que foram mortos, presos e sofreram os mais diversos tipos de torturas, quando os militares tomaram o poder no Brasil. Campos cobra ainda a abertura dos arquivos da ditadura, pois seria a forma de “descobrir” onde se encontram os restos mortais de muitos que foram mortos na época, inclusive os que participaram da Guerrilha do Araguaia.O Brasil viveu 21 anos de ditadura, sendo João Figueiredo o último presidente militar. O ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, foi eleito indiretamente em 1985, mas nem chegou a governar, pois faleceu em 21 de abril do mesmo ano e seu vice, José Sarney (PMDB) assumiu o mandato.
A promulgação da lei foi o primeiro ato marcante do governo de Figueiredo.
No entanto, o texto atendia apenas parte do apelo nacional. A lei excluía os condenados por terrorismo e favorecia os militares, inclusive os responsáveis pelas práticas de tortura.
(Folha de Pernambuco).







