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Assessoria jurídica do Cade aponta restrições à fusão Sadia-Perdigão

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A ProCade (Procuradoria Federal Especializada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica) colocou restrições à fusão entre as fabricantes de alimentos Sadia e Perdigão, que se uniram em torno da holding Brasil Foods.

Uma das condições para que a operação seja aprovada é a existência de “um terceiro agente econômico” para fazer contraste ao “poder de mercado” da BrFoods, uma das gigantes do setor alimentício.
A ProCade presta assessoria jurídica ao Cade, órgão federal encarregado de avaliar as operações de fusões e aquisições de modo a prever “abusos de poder econômico”.
Restrições dessa ordem já ocorreram em outras fusões gigantescas no mercado brasileiro. Em 1996, a Colgate foi obrigada a suspender por quatro anos o uso da marca Kolynos, que havia acaba de adquirir e que lhe daria o controle de 78% do mercado de creme dental.
No mesmo ano, a Gerdau conseguiu aprovação da compra da Pains, mas teve que vender uma unidade da empresa e permitir acesso do mercado à tecnologia da siderúrgica.
Em nota ao mercado, a Brasil Foods afirmou que “existem argumentos técnicos capazes de demonstrar ao Cade que a operação é pró-concorrencial e reforça a presença e a competitividade do Brasil no exterior”.
A companhia também afirmou acreditar “em uma solução na esfera administrativa” mas que vai lançar mão de “de todos os meios de defesa dos seus interesses”.
A fusão entre Sadia e Perdigão foi anunciada em maio de 2009.

(Folha de São Paulo).