Manoel Medeiros Neto
Quase cinquenta dias depois do seu padrinho político e ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB) anunciar apoio à reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), o prefeito de Gravatá, Ozano Brito (PSDB), ratificou ontem posicionamento favorável à eleição do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao Palácio das Princesas.
A ratificação do compromisso político do gestor com o candidato oposicionista desmente comunicado oficial da coligação Frente Popular, do PSB, que anunciou em seu perfil no microblog Twitter, no dia 26 de julho, que Ozano Brito estaria a caminho da sede do PSB, no Recife, para anunciar o apoio a Eduardo.
Muito beneficiada pela duplicação da BR-232, uma das principais obras da primeira gestão de Jarbas à frente do Executivo estadual, Gravatá foi palco de importantes vitórias para o grupo do peemedebista e até a mudança de lado de Joaquim Neto era avaliada como uma das localidades que sustentaria expressiva votação para a chapa oposicionista.
Exatamente no dia 29 de maio, acompanhado da sua mãe, a deputada federal Ana Arraes (PSB), e do então pré-candidato ao Senado, deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB), Eduardo prestigiou Ozano numa inauguração no distrito de Russinhas e prometeu apoio a obras tidas como prioritárias pela gestão Ozano, como a construção do Parque da Cidade e a pavimentação de estradas (Gravatá-Passira e Gravatá-Uruçu Mirim), por exemplo. Ontem, Ozano disse esperar que seu posicionamento político não afete as parcerias entre município e Estado.
“Tenho confiança de que esses projetos serão implementados, independente de posição partidária”, afirmou o tucano. Para Jarbas, a permanência de Ozano em seu palanque não é surpresa. “Não foi surpresa. Ele deve ter sido bastante pressionado (pelo Palácio). Mas foi muito importante ele ter ficado conosco, ter mantido o apoio dele. Gravatá é um município importante”, registrou. Eduardo, por sua vez, minimizou o anúncio: “Eu nunca tratei de eleição com Ozano. Isso não é um fato”. Além de Jarbas, Ozano apoia a eleição dos candidatos ao Senado Marco Maciel (DEM) e Raul Jungmann (PPS).
(Jornal do Commercio).







