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Aposta da Kraft, Nordeste terá caixa de bombom menor

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foto Lissandro Nascimento

Inaugurada hoje em Vitória de Santo Antão, a 50 quilômetros do Recife, a sexta fábrica da Kraft Foods no país é uma prova da aposta da empresa na economia nordestina, que cresce acima da média nacional há quase uma década.
Apesar do desempenho, a região ainda necessita de uma estratégia específica de expansão, que passa, por exemplo, pela produção de uma caixa de bombons menor do que a que é oferecida no Sudeste.

O presidente da multinacional no Brasil, Marcos Grasso, explica que se trata de uma espécie de adequação ao bolso local. Menor, a caixa de chocolates pode chegar aos lares nordestinos por um preço proporcionalmente mais baixo.
Outras adaptações desse tipo, bem como o lançamento de linhas específicas para o gosto do nordestino, estão sendo pensadas para a nova fábrica. O executivo, porém, preferiu não adiantar mais detalhes.

Seja como for, o Nordeste deverá ficar com boa parte dos US$ 200 milhões que a Kraft quer investir no Brasil nos próximos anos. A unidade já tem garantidos R$ 150 milhões (cerca de US$ 95 milhões).
Os primeiros R$ 100 milhões foram aplicados na primeira fase do projeto, que iniciou hoje a produção de chocolates e refrescos em pó. Outros R$ 50 milhões serão alocados em uma linha de biscoitos, que deve entrar em operação no próximo ano.

Questionado sobre o destino exato do restante dos investimentos previstos, Grasso afirmou que uma parte irá para a expansão das fábricas de Curitiba (são três), Bauru (SP) e Piracicaba (SP). Ele não descartou a possibilidade de a fábrica pernambucana receber mais dinheiro. “Acreditamos muito no potencial dessa região”, disse o executivo, sem revelar números.
Antes dele, no entanto, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse esperar que a fábrica local empregue 3 mil pessoas nos próximos anos. A planta iniciou as atividades com 600 funcionários.