Em desvantagem, o candidato acredita que os antigos aliados estarão de prontidão para prestar socorro, esquecendo-se que quando eles precisaram da presença do líder-mor em suas campanhas, o mesmo comportou-se como Pôncio Pilatos.
A Bíblia ensina que o homem colherá apenas o que plantou, portanto, quem planta ingratidão, receberá ingratidão. Por qual motivo na vida pública seria diferente?
É praticamente impossível alguém sair vitorioso nas urnas sem que exista uma ampla aliança. Acreditar que o nome será suficiente para obter êxito é, no mínimo, um comportamento ingênuo. Não rara às vezes em que o problema está na falta de humildade de alguns candidatos, pensando que o eleitor tem a obrigação de elegê-lo.
Ao receber o apoio de determinada liderança, não significa que a mesma estará totalmente integrada e, principalmente, se houver querelas que não foram cicatrizadas ao longo do tempo. Infelizmente, a ingratidão se faz presente na agenda do ser humano, e na política pode ter consequências desastrosas, que nos diga Richelieu.

por Hely Ferreira,
Cientista político .






