GERALDO LÉLIS
Especial para Folha
O futuro presidente estadual do PSD André de Paula garantiu já ter ao menos 10 mil assinaturas para a criação do partido em Pernambuco, o objetivo é 15 mil. Assim que estiver com os nomes, o ex-parlamentar vai ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fazer o registro. Ele não quis revelar nomes de quem aderiu ao novo partido e apenas reforçou os que já se declararam, como o vereador Sérgio Magalhães (PTC) e o prefeito de São Vicente Ferrer, Pedro Augusto Pereira Guedes, Pedoca (DEM).
André disse também que o recolhimento das assinaturas está “dentro do esperado, com a mobilização em todo o Estado de Pernambuco” e já conta com a adesão de prefeitos, vereadores e lideranças indicadas por alguns deputados. Questionado sobre a debandada do DEM para a nova sigla, ele negou que a migração fosse motivada por falta de espaço para novas lideranças no Democratas, como argumentou o vereador do Recife Romildo Gomes (DEM) na última terça-feira. Para o ex-deputado federal, a travessia dos políticos está acontecendo devido ao “novo projeto criado por (Gilberto) Kassab, um projeto inovador e moderno”.
Ao mesmo tempo, André de Paula preferiu não fazer nenhum comentário sobre seu antigo partido. “Analisar o que o Democratas fez merece uma tese, uma reflexão maior, e não devemos atribuir isso a ninguém”, esquivou-se.
Sobre o jantar promovido pelo governador Eduardo Campos, em que se homenageou Roberto Magalhães, André descartou qualquer possibilidade de migração de Magalhães para o PSB. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Essa foi uma justíssima homenagem que Eduardo Campos fez a Roberto Magalhães e sua família”, afirmou, antes de elogiar a atitude de Campos. “Foi de uma felicidade muito grande o governador fazer essa homenagem. Quando eu soube desse encontro, eu fiz questão de cumprimentar Eduardo”, completou.







