
A 900 dias da Copa, secretário entrega bolas a Associação Maria Amélia em Vitória de Santo Antão
Associação Maria Amélia (AMA), de Vitória de Santo Antão, é um bom exemplo do trabalho no Esporte para recuperação de jovens
Diário de Pernambuco
Ao falar sobre os critérios utilizados para escolher as entidades contempladas, o secretário executivo da Copa, Gilberto Pimentel, foi direto ao ponto. “São entidades que têm trabalhos muito representativos”, resumiu. Caso da Associação Maria Amélia (AMA), da Vitória de Santo Antão.
Fundada e presidida pelo aposentado da Celpe Antônio Silveira de Melo, 63 anos, a instituição é na verdade uma casa de recuperação de jovens. “Acolhemos adolescentes e jovens em conflito com a lei. Menores que roubaram, assaltaram ou mexeram com drogas”, explicou Silveira.
Segundo ele, mais de 700 jovens e adolescentes já passaram pela AMA desde a fundação, em 2006. Ela é fruto de uma retribuição de Antônio. O envolvimento do filho com drogas o levou a fazer uma promessa. “Prometi a Deus que se ele saísse daquela tribulação eu passaria a ajudar outras pessoas. E assim foi feito. Comecei a cuidar dos primeiros garotos dentro da minha própria casa.”
Hoje, o filho, de 33 anos, o técnico de segurança Paulo André Silveira, é o vice-presidente da entidade. O maior exemplo a garotos como Alan Douglas, 13, Severino Balbinho, 14, Jeferson Luis, 15, José Ricardo, 13, Ademar José dos Santos, 16 e Raphael Wiliams, 13. Alguns do jovens acolhidos pela AMA, todos presentes ontem (25) na entrega das bolas.
“Hoje vejo que foi para o bem o mal que veio sobre mim. Precisei de tempo para conseguir enxergar isso. Vejo essa causa como uma missão na minha vida”, diz Paulo André. Ele e o pai veem o esporte como um dos principais instrumentos de prevenção no combate ao uso de drogas. O apelo da Copa, sem dúvida, mexe com o imaginário dos garotos. Todos fãs declarados de futebol. Assim como o presente levado debaixo do braço certamente será útil. Talvez, muito mais do que se possa imaginar.







