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Recife

Alepe homenageia Grupo JB por seus 60 anos de existência em Vitória de Santo Antão

  • Lissandro Nascimento
Alepe homenageia Grupo JB por seus 60 anos de existência em Vitória de Santo Antão

O Grupo JB, um dos maiores do setor de bioenergia e alimentício, iniciou as comemorações pelos 60 anos de atuação em grande estilo. Por iniciativa do deputado estadual Joaquim Lira (PV), a Companhia recebeu uma homenagem, em sessão solene da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A empresa foi representada pelos diretores Carlos Beltrão, Jaime Beltrão e Carolina Beltrão.

A cerimônia foi realizada na terça-feira (28.05), no auditório Sérgio Guerra, da Alepe, com a sessão sob a presidência do deputado Henrique Queiroz Filho (PP). O conglomerado é uma das maiores usinas do setor sucroalcooleiro do Estado, reconhecido pela modernidade e qualidade dos produtos que desenvolve em suas cinco empresas: JB Participações e Investimentos, Alcoolquímica, Lasa Bioenergia, Carbo Gás e Pirapama Bioenergia.

“Chegamos a seis décadas, com uma linha do tempo da qual podemos nos orgulhar profundamente. Somos inovadores, investimos de forma contínua em tecnologias e temos um compromisso inegociável com o meio ambiente e com as pessoas, algo fundamental para o avanço de nossa agenda ESG”, afirmou a diretora executiva Carolina Beltrão.

Henrique Queiroz, por sua vez, destacou o legado do Grupo JB para a economia de Pernambuco e do Espírito Santo, estados onde a companhia têm negócios. Joaquim Lira, por sua vez, ressaltou o papel estratégico da JB no desenvolvimento econômico e social de Vitória de Santo Antão, berço do grupo. “Essa Casa Legislativa não poderia deixar de render homenagem ao Grupo JB, empresa que, ao longo de seis décadas investiu em tecnologia e continuou ousando na modernização de seus processos, alavancando em 2014 a destilaria e transformando o processo de destilação para vácuo”, disse Lira em sua saudação.

Diretora executiva do Grupo JB, Carolina Beltrão afirma que a companhia está pronta para os desafios e oportunidades para a bioenergia no Nordeste/Fotos: Roberta Guimarães (Alepe)

Carolina Beltrão, representante do Grupo JB. “Estamos prontos para os desafios e oportunidades que a descarbonização traz para o setor bioenergético, seja na transição da mobilidade, com a substituição da frota por veículos híbridos a etanol, seja em outras aplicações da energia limpa”, conclui.

Também estiveram presentes o diretor de operações do Grupo JB, Daniel Beltrão; o vereador Mano Holanda (PV) – representando a Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão; Paulo Pugliesi, representando o Grupo EQM, o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar do Estado de Pernambuco, Gerson Carneiro Leão; e a deputada federal Iza Arruda (MDB).

Conheça a história do Grupo JB
A trajetória do Grupo JB começou em 1964, quando o patriarca Jaime Beltrão comprou o Engenho Cachoeirinha, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, a 46 quilômetros do Recife. Com a morte do fundador, em 1977, os filhos do empresário assumiram o comando.

O grande salto do grupo, veio em 1982, quando a JB iniciou a produção de etanol, aproveitando as oportunidades criadas pelo Programa Nacional do Álcool (Proálcool), iniciativa pioneira do governo brasileiro para estimular o uso do biocombustível na frota de veículos do País.

Em 1990, a JB deu um passo ainda maior no setor de bioenergia ao construir o Tecab, na Paraíba. O terminal de granéis líquidos, implantado por meio de parceria entre um pool de usinas do setor, colocou as operações de importação e exportação de álcool do grupo em outro patamar.

Grupo JB: expansão para o Espírito Santo
Em 1996, o Grupo JB tomou uma decisão fundamental na estruturação dos seus negócios: a aquisição da Lasa Linhares Agroindustrial, no Espírito Santo. Foi uma estratégia para garantir a produção de álcool durante o ano inteiro, já que as safras da região Nordeste e Sudeste acontecem em períodos distintos, sendo complementares.

Em 2000, o primeiro ano do milênio foi também o começo de uma nova era para o grupo. Em plena Crise do Apagão, decorrente de uma situação sem precedentes no armazenamento de água das hidrelétricas, a JB iniciou sua atuação na produção de eletricidade, por meio de co-geração com bagaço de cana em suas usinas. Com isso, surgia mais um braço de negócio estratégico para a empresa.

Na sequência, a companhia investiu em aquisição de terras e processos agroindustriais para entrar no setor alimentício, por meio da produção de açúcar a granel.

Negócios com CO2
Sempre atento ao cenário, no final da década de 2000, o grupo despertou para uma grande oportunidade em meio às discussões, cada vez mais fortes, sobre aquecimento global.

Como os processos fabris de bioenergia e açúcar geram CO2, a JB tinha a chance de industrializar esse gás, agregando mais uma fonte de receita, com um bônus ambiental: a redução de suas emissões diretas dióxido de carbono na atmosfera.

Foi exatamente o que o grupo fez. Nascia a Carbogás, hoje a única empresa 100% brasileira de CO2 puro grau alimentício do mercado brasileiro. O insumo tem diversas aplicações, em vários setores, que incluem indústria de alimentos e bebidas, equipamentos contra incêndio e até gelo seco para a área de eventos.

Presente e futuro do Grupo JB
Hoje, sob a razão social Companhia Alcooquímica Nacional, o grupo, consolidado no presente, se depara com um futuro em que o Nordeste tem tudo para se tornar o protagonista na transição da mobilidade do Brasil.

Duas montadoras, na região – as gigantes Stellantis e BYD – vão produzir, a partir deste ano, carros híbridos: uma em Pernambuco, a outra na Bahia. No caso da Stellantis, está confirmado que a opção será pela hibridização com etanol. Com esse cenário animador pela frente, claro que o grupo se articula para integrar essa cadeia.