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Vitória de Santo Antão

Adufepe também instala Banco Vermelho na UFPE Vitória como símbolo de combate à violência contra a mulher

  • Lissandro Nascimento
Adufepe também instala Banco Vermelho na UFPE Vitória como símbolo de combate à violência contra a mulher

O enfrentamento à violência de gênero ganhou mais um espaço simbólico de conscientização. Na segunda-feira (23.03), a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe) instalou um Banco Vermelho no Centro Acadêmico de Vitória (CAV/UFPE), integrando as ações da entidade no Mês da Mulher contra o feminicídio. A ação faz parte de um movimento internacional trazido ao Brasil pelo Instituto Banco Vermelho (IBV). A solenidade de inauguração contou com a presença da comunidade acadêmica local e foi coordenada pela professora e diretora da Adufepe Flaviana Lima. Também estiveram presentes os diretores Ricardo Oliveira, Márcio Vilela e Audisio Costa.

Durante a cerimônia, a diretora Flaviana Lima ressaltou a urgência da causa. “O Brasil continua a enfrentar uma realidade brutal: um feminicídio ocorre a cada seis horas, e não podemos assistir isso paradas. Com a campanha: ‘Feminicídio: crimes que têm nome’, realizamos várias ações. Após a inauguração de um banco na sede Recife e no CAA, hoje nossa ação simbólica do dia é esta inauguração de um banco vermelho aqui no CAV.”

Presente na inauguração do banco, a secretária da Mulher da Vitória de Santo Antão, Thaís Xavier, parabenizou a Adufepe. Ela destacou que o movimento internacional busca “a reflexão e a ocupação dos espaços públicos para que possamos sentar, refletir, levantar e agir”, lembrando também do banco instalado no centro da cidade em memória da vitoriense Mirella Sena, vítima de feminicídio no Recife.

A urgência de fomentar uma cultura de respeito foi destaque na fala da vice-diretora do CAV, professora Michelle Galindo. “Um convite que eu faço é que a gente reflita, não só sobre o feminicídio – que é uma consequência – mas sobre todas as atitudes, enquanto mulheres e homens, para que a gente possa criar, antes das políticas para punir, políticas de educação para criar uma cultura.”

Na mesma direção, o presidente da Adufepe, professor Ricardo Oliveira, reforçou a necessidade de avanços na educação e conscientização. “Temos que trabalhar no sentido de evitar que o crime venha a acontecer. De um lado, uma legislação forte e um estado presente, com recursos e instituições trabalhando firmemente no combate ao feminicídio e, ao mesmo tempo, na educação dos nossos filhos, que vai além da palavra”. Por fim, o diretor do CAV, professor José Antônio, agradeceu a iniciativa e pontuou os números alarmantes de feminicídio. “Aproximadamente 15% dessas 1.518 mulheres vítimas de feminicídio estavam com medida protetiva”, alertou o docente utilizando as informações do panfleto da Adufepe, produzido para a campanha do sindicato intitulada “Feminicídio: crimes que têm nome”.

Neste mês de março, em parceria com o Instituto Banco Vermelho, a Adufepe instalou bancos nos campi Recife e CAA, reforçando o símbolo de conscientização e combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.