Folha de Pernambuco
Um adolescente de 14 anos foi encontrado morto na segunda-feira (22), em um terreno abandonado situado às margens da BR-232, no município de Moreno, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O garoto, segundo os familiares, saiu de casa por volta das 16h do último sábado para ir a uma festa de aniversário e não voltou mais. Acerca de dez metros do local em que estava o corpo do garoto, havia uma carcaça de um ônibus abandonada. Ao lado dela, foi encontrada uma cueca e uma camisa reconhecidas pela mãe do adolescente.
Dentro da carcaça do ônibus, os peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto (IC) de Identificação Tavares Buril (IITB) encontraram sangue e uma embalagem de camisinha. O suspeito do crime, um jovem de 16 anos, foi apreendido pela equipe da Força Tarefa do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) ainda no final da tarde de ontem, poucas horas após o início das investigações. Em depoimento informal, ele teria dito que tinha um envolvimento amoroso com a vítima e confessado aos policiais que havia assassinado o garoto com um golpe de faca.
Até o fechamento desta edição, ele prestava depoimento na sede do DHPP, na Imbiribeira. Os policiais do 6º BPM receberam o comunicado do Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciods) por volta das 14h e foram os primeiros a chegarem ao local. “As informações colhidas inicialmente foram de que ele participava de uma festa de aniversário e desapareceu após às 2h do domingo”, destacou o cabo Claudemir Soares.
De acordo com o perito Ciro José, do Instituto de Criminalística (IC), o corpo do adolescente foi encontrado já em estado avançado de decomposição. “Os indícios são de que o crime tenha sido praticado com a utilização de um instrumento perfuro cortante no tórax, possivelmente uma faca. Também podiam ser observados sinais de um provável espancamento, porém, apenas a análise detalhada feita no IML poderá confirmar a causa da morte”, destacou o especialista.
Os familiares da vítima afirmaram que não sabiam o que poderia ter motivado o assassinato. O padrasto informou que o garoto não tinha envolvimento com crimes ou drogas. Ele também negou saber sobre qualquer relacionamento da vítima. Detalhes AQUI.
ESCLARECIMENTO
Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o nome do suspeito, da vítima e de seus familiares, bem como o local onde moram, foram preservados.






