A exemplo do Congresso Nacional e da Assembléia Legislativa, a Câmara Municipal da Vitória de Santo Antão está passando hoje por um brutal processo de esvaziamento.Deixou de ser uma Casa Legislativa para transformar-se num balcão de atendimento a pequenos interesses individuais. Não que esses não sejam importantes, já que dizem respeito à vida das pessoas. Mas é preciso cuidar também do interesse geral, coletivo, e isso a Casa Diogo de Braga não faz.
Salvo as honrosas exceções de Sylvio Gouveia e Décio Filho (pela bancada governista) e Mano Holanda (pela bancada de oposição), ninguém ali discute a cidade no seu todo. Ou será que os milhares de buracos nas ruas, o trânsito cada vez mais caótico, a intensificação dos camelôs nas calçadas do centro da cidade, a iluminação pública precária em muitos bairros e a aplicação de recursos públicos de modo equivocado não dão um debate sério e arrojado envolvendo o prefeito, o ex-prefeito e os secretários municipais?
O resultado da ENQUETE feita por este Blog comprova o quanto a Câmara está distante da vontade popular. A perceber pelos nossos internautas 74% preferem que as Sessões Ordinárias da Câmara de Vereadores permaneçam no horário da noite. A pergunta que fizemos foi para saber qual o melhor horário para estas sessões acontecerem, pois há cerca de nove meses estas têm ocorrido na hora do almoço. Registrando os demais 17% preferem que continuem pela manhã, e os outros 7% sugerem no horário da tarde. Ou seja, a grande maioria vai contra a vontade da Mesa Diretora da Casa Diogo de Braga.
A discussão de requerimentos pedindo atenção do Executivo para problemas tão comuns, os Títulos de Cidadão, Sessão Solene e votos de aplausos pode até ser importante (e é) para os moradores do centro urbano. Mas é preciso discutir a cidade globalmente e isso os ilustres Vereadores não estão fazendo.
É evidente que em Vitória e em toda parte do País o Legislativo foi totalmente sufocado pelo Executivo – umas das heranças deixadas pelo regime Militar. Porém, independente disto, os vereadores têm a obrigação de fazer a sua parte. Se receiam uma eventual retaliação por parte da Prefeitura, devem se lembrar que o ex-prefeito José Aglaílson começou sua vida pública como vereador e foi um fiscal moderadamente atuante quando estava na Assembléia Legislativa de Pernambuco.
Por Lissandro Nascimento,
sobre o resultado da Enquete.






